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Capital

MPT dá prazo até 17h para empresa explicar situação de trabalhadores

Aline dos Santos | 03/07/2012 11:30
 MPT dá prazo até 17h para empresa explicar situação de trabalhadores
Trabalhadores estão em greve desde 28 de junho. (Foto: Ricardo Ojeda/Perfil News)

O MPT (Ministério Público do Trabalho) deu prazo até 17h de hoje para que a Usiminas informe o total de trabalhadores e onde eles foram alojados. Um incêndio na noite de domingo, com suspeita de ser criminoso, destruiu quatro blocos de alojamento em Três Lagoas, deixando os funcionários desabrigados.

A empresa, que presta serviço à Sitrel (Siderúrgica Três Lagoas), informou que os trabalhadores foram levados para hotéis de Três Lagoas e Selvíria. Ontem, a estimativa era que 290 de 370 funcionários estavam desalojados.

Atuando nas áreas de montagem e manutenção, eles estão em greve desde o último dia 28 de junho. A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, aumento no vale-alimentação de R$ 70 para R$ 250 e folga de campo a cada 60 dias, hoje o benefício é a cada 120 dias . Além de passagem de avião para distância acima de mil quilômetros.

 MPT dá prazo até 17h para empresa explicar situação de trabalhadores
Incêndio destruiu quatro alojamentos. (Foto: Ricardo Ojeda/Perfil News)

Na semana passada, o Sintricom (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil, Imobiliário e Cerâmicos)e a empresa participaram de uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho.

Conforme o advogado do sindicato, Douglas Ramos, a empresa se mostrou intransigente, exigindo retorno ao trabalho. O único benefício seria não descontar os dias parados. “Fecharam as portas para qualquer possibilidade de avanço”, afirma. A Justiça foi acionada pela empresa, que contestou a legalidade da greve. Da reunião, surgiu a proposta de acordo.

No entanto, em assembleia realizada na manhã de domingo, os trabalhadores decidiram manter a paralisação. De acordo com o presidente do Sintricom, Agmar Luiz de Souza, a empresa declarou que não negocia com os trabalhadores em greve, alegando prejuízo diário de R$ 187 mil.