A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 24 de Setembro de 2017

17/11/2015 09:25

Concessões: a solução para as rodovias do Brasil

Por Ricardo Pinto Pinheiro (*)

O programa brasileiro de concessões de rodovias completa vinte anos em 2015. A primeira concessão de um ativo rodoviário para a administração de uma companhia privada se deu em junho de 1995, com a icônica Ponte Rio-Niterói, cartão postal da cidade do Rio de Janeiro. Surgia ali um novo modelo de negócio, que se desenvolveu desde então: a prestação de serviços de infraestrutura.

A experiência brasileira com concessões de rodovias, em âmbito federal ou estadual, é extremamente positiva. Basta lembrar que, de acordo com a Pesquisa Rodoviária Anual da CNT, as 20 melhores rodovias do País são administradas pela iniciativa privada. O modelo de negócio que surgiu ao longo desse tempo alcançou elevado nível de maturidade, o que dá ao Brasil a possibilidade imensa de atualização de sua infraestrutura rodoviária, por onde transitam quase 60% do PIB do país.

Nesse período, os processos de concessão pública transferiram para a administração da iniciativa privada 61 rodovias. A Ponte Rio-Niterói, a primeira a ser concedida, também foi a primeira a ser relicitada por mais 30 anos, justamente neste vigésimo ano do programa de concessões.

Os investimentos viabilizados desde então não foram modestos. Em apenas duas décadas, as concessionárias investiram R$ 45 bilhões em recuperação, ampliação e melhorias das rodovias, segundo levantamento da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias).

Foram R$ 38 bilhões utilizados apenas na manutenção das estradas concedidas e na prestação de serviços para os usuários, como atendimento nas rodovias, guincho e socorro médico de urgência. Para os próximos cinco anos, o investimento previsto pelo conjunto das concessionárias em operação hoje no Brasil chega a novos R$ 55 bilhões. Dinheiro aplicado na infraestrutura da principal modalidade de transporte no Brasil, o modal rodoviário.

Em 20 anos, as concessionárias brasileiras já pavimentaram ou recapearam 72 mil quilômetros de pistas. São mais de 2,25 milhões de usuários beneficiados de 1995 a 2014. Todos esses investimentos só foram possíveis graças ao modelo de rodovia concessionada. Apesar de ter avançado, o setor ainda representa uma parte menor das rodovias pavimentadas no Brasil, apenas 9,6%.

Os Programas de Investimento e Logística (PIL), lançados pelo governo federal em 2011 e 2015, no entanto, significam importante passo para a melhoria da qualidade de nossas estradas. Em 2016, a rede de rodovias concedidas deve passar dos atuais 19,7 mil quilômetros para 26,6 mil quilômetros, 13% da malha pavimentada. O Brasil, país de dimensões continentais, tem 201,6 mil quilômetros de rodovias pavimentadas atualmente, uma fatia da malha nacional total de 1,691 milhão de quilômetros.

Felizmente, importantes corredores como a BR-163, tanto em Mato Grosso como em Mato Grosso do Sul, foram incluídos nos programas de concessão e já começaram a ser transformados, pelo bem do agronegócio brasileiro.

É fundamental que o Programa de Concessões de Rodovias no Brasil seja retomado e mantido como um projeto do Estado Brasileiro. A melhoria da malha rodoviária sob concessão é um fato que não apenas beneficiou os usuários, mas tornou a logística de transporte de cargas mais eficiente. Além disso, os investimentos em bens e serviços resultaram em impulso para a economia brasileira.

Mais do que uma necessidade, o Brasil tem hoje uma imensa oportunidade de promover a modernização da infraestrutura rodoviária, de modo a possibilitar o escoamento de suas riquezas com mais agilidade e produtividade, e, ainda assim, ajudar o desenvolvimento econômico do país.

(*) Ricardo Pinto Pinheiro, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias – ABCR

Às vezes, temos de magoar alguém para salvar a nós mesmos
Poderemos ter que romper com um parceiro que ainda nos ame, que dizer não a alguém muito querido, que ser antipáticos, pois sempre haverá a necessida...
Por que participar do Comitê dos Usuários de Serviços de Telecomunicação
Desde a polêmica das franquias de dados na Internet fixa, a Agência Nacional de Telecomunicações vive uma crise de imagem e de legitimidade. Na época...
A Guerra de 100 anos: poupadores vs bancos
Há 680 anos, a Europa ocidental testemunhava o início de uma de suas mais longas guerras. A versão mais conhecida entre historiadores é de que o conj...
As deformações sobre o conteúdo (ataques e defesas) da reforma trabalhista
Recentemente li uma matéria no Jornal Valor Econômico, de 11 de setembro de 2017, que me deixou muito intrigado. Na verdade, perplexo. Com argumentaç...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions