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Campo Grande, Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

27/06/2014 13:44

Índices que o suposto “inventor de poste” não fala nem amarrado

Por Ruy Sant’Anna

Corrupção..., mais ainda? PIBinho ? Inflação subindo? Promessas há quase doze anos, sem descer do palanque? Mentiras de Pinóquio? Mensaleiros logo mais na rua? Logística de transporte cheia de vazios? Daqui a pouco mais indicações do PT no STF? E daí...?

Neymaaarrr é tua Neymaaarrr! Vaaaiii Neymaaarrr... É, é, é Gooooolllll... Isso tem nome: é embromação com falta de vergonha. Não à leveza e agilidade de Neymar e os dez jogadores da seleção brasileira, reservas, Felipão e Comissão Técnica. O futebol é um legítimo esporte com o qual, praticamente todos vibramos.

Mas, a desaceleração da economia brasileira já em 2012 colocou o Brasil no tobogã econômico, só que esse tobogã reconstruído, atualmente, tem muito mais descidas e em ângulos maiores que está levando a economia, ladeira abaixo mais rápida Ou seja, a recessão tem de ser evitada antes que combatida com maiores prejuízos. Sem medo e muito empenho objetivo. Sem demagogia eleitoreira!

É bom lembrarmos que em 2011 a economia brasileira deu um “pulo de ponta cabeça” (para baixo). Isso provocou um susto que se transformou num soluço econômico que vem tirando o fôlego do brasileiro que, entre cai e se agarra, vem aos trancos desde então. Só o governo petista de Dilma e Lula não atua objetivamente para garantir tranqüilidade aos produtores primários, industriais, comércio e consumidores.

Olha que esses trancos vem desde 2009 os quais geraram naquele ano a desaceleração da economia como se desenha neste 2014. Assim foi que, no governo do PT, em 2009 a recessão no Brasil se instalou afetando diretamente a indústria brasileira.

O governo federal está muito gordo, pesado, com seus 39 ministérios e mais secretarias especiais que se equivalem a outro tanto de ministérios e de desnecessários servidores que incham o governo. Veja que o governo está tão cheio de “aspones” que se amontoam em repartições e salas apertadíssimas.

Mesmo assim, o governo de Dilma e Lula não faz nada para, pelo menos amenizar a situação caótica. De um crescimento de 7,5% do PIB em 2010, reflexo do governo Fernando Henrique que tinha preparado a economia para crescer, caiu para 2,7% em 2011, segundo estimativas oficiais.

Pior que isso, a indústria de transformação saiu de um crescimento de 10,5% em 2010, está estagnada, e patinou em torno de zero no ano de 2011.

O Banco Central diminuiu sua previsão para o crescimento da economia em 2014, de 2% para 1,6%, ao mesmo tempo em que subiu a projeção de inflação, de 6,1% para 6,4%, de acordo com o relatório trimestral de inflação divulgado nesta quinta-feira (26).

Estes são os índices que o suposto “inventor de poste” não fala nem amarrado, porque como dizia o sábio Confúcio: “Se queres prever o futuro, estuda o passado”.

No entanto, percebe-se nitidamente que quando Lula não está preparado, pelo seu marqueteiro e se lança na falação usa de xingamentos e exige votos aos gritos com apoio e cobrança de Dilma. Outra que mais ajudaria sua própria campanha e do seu partido se apenas falasse com ajuda de marqueteiro do Palácio.

A burrice nunca é boa, porque pressupõe teimosia, má vontade em acertar ou por querer o “quanto pior melhor” para tirar proveito também com a corrupção. Digo isto porque tem cabeça de bagre que acha que a recessão poderia ser boa para o consumidor, porque os preços poderiam cair, “dando-lhe vantagem”.

Se a inflação continuar roendo ou abocanhando a economia, como até o Banco Central do Brasil já calculou, a inflação deve alcançar o nível de previsão do próprio governo federal ainda neste ano. Isto é, caso o governo não faça outra mágica sem sucesso ou queira inventar de passar “mante(i)ga” no bolo, fora da receita.

Do jeito que em 2009 e 2012 a economia brasileira desacelerou, no governo do PT com Dilma na presidência, chegou à recessão. A classe patronal então com 9 (nove) anos de petismo no governo nunca tinha ganhado tanto dinheiro, agora a coisa desenha-se de outra forma. Poderá ocorrer o recuo de emprego com freio nos salários dos trabalhadores.

A antiga queixa contra o “custo Brasil” poderá levar o governo de Dilma a reanimar esse quase defunto rebaixando os salários e flexibilizando as leis trabalhistas, grandes temores da classe trabalhadora. Aliás, essas perspectivas são mais ou menos previsíveis num governo tão paquiderme que se arrasta, não evolui. Involui. Pois, em tal quadro previsto e de há muito reclamado por toda a população, a classe patronal certamente pressionará, mais uma vez, o governo, para diminuir impostos, com uma efetiva e ampla Reforma Tributária.

O perigo crescerá ainda mais, pois estamos em pleno ano eleitoral, com praticamente três meses de distância das eleições presidenciais. Como o governo de Dilma sempre se atrapalha, quebrará as louças da loja Brasil onde se encontra, aumentando os prejuízos.

Após a Copa do Mundo, o Brasil sendo hexacampeão ou não (toc, toc, toc na madeira) todos estaremos frente a frente à realidade dos imensos problemas, que o governo prometeu soluções e não cumpriu. E já está na rua com sua mala de promessas com dobradiças trocadas, para suportar o abre e fecha nas campanhas.

Diante disso tudo confiemos na sabedoria do povo que saberá escolher o melhor. Assim, lhes dou hoje bom dia, o meu bom pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado.

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