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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Maio de 2019

25/04/2019 09:12

“O cara é doidão”, diz advogado sobre transferir agressor de Bolsonaro

Defesa de Adélio Bispo, acusado de esfaquear o então candidato à Presidência, quer a transferência dele para hospital onde possa receber tratamento psiquiátrico

Anahi Zurutuza
Adélio Bispo de Oliveira, durante audiência de custódia no ano passado (Foto: Reprodução)Adélio Bispo de Oliveira, durante audiência de custódia no ano passado (Foto: Reprodução)

A defesa de Adélio Bispo da Silva, autor de atentado contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) durante a campanha eleitoral no ano passado, quer que ele seja transferido do Presídio Federal de Campo Grande para um hospital onde possa receber tratamento psiquiátrico. “O cara é doidão”, disse o advogado Zanone Manuel Júnior ao jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira (24).

Na entrevista, o defensor comentava sobre o pedido de prorrogação do prazo para concluir o inquérito sobre agressão contra o então candidato à Presidência. A Polícia Federal de Minas Gerais quer mais 90 dias para finalizar a investigação – é o segundo pedido de alongamento do prazo.

O advogado considerou normal que a polícia queira mais tempo para apuração, mas acredita que o inquérito não vai sair do ponto que chegou. “Eles não vão achar nada. Já vasculharam a vida de todo mundo, então, se houvesse algo já teriam encontrado. Afinal, estamos falando de um crime contra o presidente da República", disse ao Estadão.

O defensor fez questão de dizer que a PF revirou a sua vida, a de Adélio e da família do cliente. “Então, só se for para inventar alguma coisa”, disse sobre o pedido de prorrogação.

Advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior e o médico psiquiatria forense Hewdy Lobo na saída do presídio no dia 21 de setembro de 2018 (Foto: Geisy Garnes/Arquivo)Advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior e o médico psiquiatria forense Hewdy Lobo na saída do presídio no dia 21 de setembro de 2018 (Foto: Geisy Garnes/Arquivo)

Sanidade mental - Adélio foi considerado semi-imputável pelo Ministério Público Federal. Isso significa que ele pode ser condenado, mas beneficiado por redução de pena, em razão de transtornos mentais apontados em laudos médicos.

Enquanto as investigações não são concluídas e a Justiça tome uma decisão sobre a sanidade mental do acusado de esfaquear Bolsonaro, Adélio segue preso. A defesa, porém, quer ao menos que ele seja levado para um hospital e não pediu habeas corpus.

O ataque – No dia 6 de setembro de 2018, Bolsonaro participava de um ato de campanha em Juiz de Fora e levou uma facada na região abdominal.

Primeiro, o então candidato a presidente foi submetido a uma cirurgia na Santa Casa da cidade e, depois foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ao todo, Bolsonaro ficou internado por 23 dias. Ele deve ser submetido a outra cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia em janeiro.



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