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Cidades

Anvisa pede mais informações para decidir sobre autotestes para covid

Diretores que a pasta da Saúde formule uma campanha orientando população sobre uso do dispositivo

Por Adriel Mattos | 19/01/2022 15:19
Autotestes já são usados em países da Europa, como na rede pública de saúde do Reino Unido. (Foto: Divulgação/Condado de Essex)
Autotestes já são usados em países da Europa, como na rede pública de saúde do Reino Unido. (Foto: Divulgação/Condado de Essex)

Em reunião da diretoria colegiada na tarde desta quarta-feira (19), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pediu mais informações ao Ministério da Saúde para o registro de dispositivos de diagnóstico in vitro para detecção do coronavírus, os chamados autotestes. As diligências têm prazo de 15 dias.

A relatora do pedido, diretora Cristiane Jourdan, votou favoravelmente, mas fez ressalvas. Ela defendeu a necessidade de ampliar a testagem.

“Considerando o contexto pandêmico, em que vemos um novo recrudescimento, o uso de autotestes podem formar uma excelente estratégia de triagem, garantindo um rápido isolamento e a interrupção da cadeia de transmissão”, ponderou.

Porém, Cristiane observou que o ministério elabore uma campanha de orientação para que o paciente o faça de forma correta. Ela ainda defendeu uma política nacional mais concisa de testagem, consideração defendida por outros membros do colegiado.

“Seria necessário que o Ministério da Saúde estabeleça como se dará a notificação dos casos confirmados a partir do uso de autotestes. Entendo que a estratégia de testagem deve ser definida no âmbito de política nacional com propósitos claramente definidos, dentre os quais a importância de rastreamento de contatos para interromper a transmissão, campanhas, uma vez que o usuário leigo precisa de suporte, a forma correta de execução do autoteste e o que precisa ser executado para um resultado seguro”, afirmou.

Votaram por mais diligências Rômison Rodrigues Mota, Alex Machado Campos, Meiruze Freitas e o diretor-presidente Antonio Barra Torres.

Mesmo que haja a autorização, a venda do autoteste não se dará de imediato. Segundo a CNN Brasil, os fabricantes precisam pedir registro à agência para poder vendê-los nas farmácias.

Pico – A nova onda da pandemia, logo após as festas de fim de ano, provocou uma alta procura por testes. Nas últimas semanas, o item começou a ficar cada vez mais escasso nas farmácias e laboratórios.

Hoje, pacientes relataram falta de testes em unidades de saúde de Campo Grande. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) não respondeu os questionamentos da reportagem. Ontem, a pasta informou ao Campo Grande News que são disponibilizados média de 2,5 mil a 3 mil testes em toda a rede e cada unidade tem realizado de 50 a 100 por dia.

Em nota publicada no dia 12, a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) alertou para o risco de desabastecimento de insumos para testes e recomendou que pacientes graves fossem priorizados para a realização dos exames.

A associação propõe que devem ser testados primeiro os pacientes com maior gravidade de sintomas, seguidos por casos de hospitalização e cirurgia, pessoas de grupos de risco, gestantes, trabalhadores assistenciais da área da saúde e colaboradores de serviços essenciais.

Além disso, reitera a importância da testagem de toda a população para controle epidemiológico, mas alerta que, se não houver recomposição dos estoques em tempo hábil, poderá ocorrer falta de oferta de exames, tanto para os de tipo PCR, quanto de antígeno.

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