Câmeras não multam, mas já são aliadas contra roubo e clonagem de veículos
Tecnologia já ajudou a recuperar mais de 100 automóveis e apoia forças de segurança
O sistema de monitoramento do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) já auxiliou na recuperação de mais de 100 veículos desde o início do funcionamento. A tecnologia, que reúne câmeras instaladas em rodovias estaduais, municípios parceiros e órgãos de segurança, faz a leitura automática de placas e cruza as informações com bancos de dados estaduais e nacionais.
RESUMO
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O sistema de monitoramento do Detran de Mato Grosso do Sul recuperou mais de 100 veículos desde sua implantação. A tecnologia utiliza câmeras instaladas em rodovias e municípios para fazer leitura automática de placas, cruzando dados com bases estaduais e nacionais. O sistema identifica veículos furtados, roubados, clonados ou vinculados a proprietários com restrições judiciais, e conta com integração à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos.
Diferentemente dos radares convencionais, as câmeras não aplicam multas. O objetivo é identificar situações suspeitas, como veículos furtados, roubados, clonados ou associados a proprietários com restrições judiciais.
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Segundo o gerente de fiscalização e patrulhamento viário do Detran, Rubem Ajana, o sistema funciona como uma ferramenta de apoio às equipes que atuam nas ruas. “As câmeras captam as placas dos veículos e fazem um trabalho de inteligência, consultando as bases nacionais e estaduais para verificar se existe alguma restrição. Quando há um alerta, o operador analisa a situação e busca a melhor oportunidade de abordagem”, explicou.
Um dos casos recentes ocorreu em Campo Grande, quando o sistema identificou um veículo utilizado por um motorista de aplicativo. A placa foi captada por uma das câmeras e o sistema apontou que o proprietário possuía um mandado de prisão em aberto.
A partir do alerta, os operadores acompanharam a movimentação do carro até encontrar uma oportunidade segura para a abordagem. O condutor era o próprio proprietário do veículo, que acabou preso.
Além da identificação de veículos com restrição criminal, a tecnologia também auxilia no combate à clonagem de placas. O sistema consegue comparar movimentações e identificar quando um mesmo registro aparece circulando em locais incompatíveis.
“Quando ele detecta um veículo rodando em outra localidade com a mesma placa, ele gera um alerta. O operador analisa onde esse veículo é registrado e onde ele costuma circular para ser feita uma abordagem mais precisa”, explicou Ajana.
O sistema também possui integração com a Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos). Quando uma ocorrência de furto ou apropriação indébita é registrada, as informações podem ser compartilhadas para que o veículo passe a ser monitorado.
“Cidadão registra a ocorrência na Polícia Civil e a Defurv nos encaminha. A partir daí começamos a monitorar esse veículo e, caso seja detectada movimentação, acionamos nossas equipes e as forças parceiras”, afirmou.
O sistema reúne informações do próprio Detran-MS e de órgãos parceiros, como a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a Getran (Gerência de Transporte e Trânsito de Campo Grande), além de forças policiais.
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