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Interior

Dois anos depois, polícia confirma latrocínio e indicia 2 autores

Crime ocorreu em julho de 2024 em Dourados e foi tratado inicialmente como homicídio qualificado

Por Helio de Freitas, de Dourados | 06/10/2026 12:16
Dois anos depois, polícia confirma latrocínio e indicia 2 autores
Rafael Gomes Montanini (à esquerda) e Patrik Lauriano Câmara, apontados como autores do latrocínio (Foto: Reprodução)

Dois anos e 3 meses depois de Aldenir Feliciano de Aquino, de 59 anos, ser encontrado desacordado na rua com sinais de espancamento e morrer no hospital, a Polícia Civil descobriu que ele foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte).

RESUMO

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A Polícia Civil de Dourados concluiu que Aldenir Feliciano de Aquino, de 59 anos, foi vítima de latrocínio em 10 de julho de 2024, no Jardim Piratininga. Inicialmente tratado como homicídio, o caso foi esclarecido dois anos e três meses depois. Patrik Lauriano Câmara, de 26 anos, e Rafael Gomes Montanini, de 28, foram indiciados. Eles levaram bicicleta, carteira e celular da vítima. Um terceiro envolvido não foi identificado. O inquérito foi enviado à Justiça, e caberá ao Ministério Público avaliar pedido de prisão.

O crime ocorreu em 10 de julho de 2024, no Jardim Piratininga, em Dourados, a 251 km de Campo Grande. Inicialmente, o caso foi tratado como homicídio qualificado, mas, nesta segunda-feira (5), o SIG (Setor de Investigações Gerais) concluiu que Aldenir foi espancado durante um roubo. Os assaltantes levaram dele a bicicleta, a carteira e o celular.

Os acusados identificados até agora são Patrik Lauriano Câmara, de 26 anos, e Rafael Gomes Montanini, de 28 anos. Os dois foram indiciados pelo crime, que prevê pena de 20 a 30 anos de reclusão. Um terceiro criminoso ainda é procurado.

Conforme as investigações, Aldenir Feliciano de Aquino foi encontrado com graves ferimentos na cabeça. Encaminhado ao Hospital da Vida, permaneceu internado por alguns dias, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Após o crime, foi constatado o desaparecimento da bicicleta, do celular e da carteira da vítima.

Inicialmente, o caso foi tratado como homicídio qualificado e não havia dados que permitissem apontar a autoria. “Com o aprofundamento das diligências, foi possível reconstruir a dinâmica do crime e identificar os dois envolvidos”, diz a Polícia Civil.

Os investigadores descobriram que as agressões ocorreram porque Aldenir se recusou a entregar seus bens e foi agredido na cabeça. Com o homem caído no chão e perdendo sangue, a dupla fugiu levando seus pertences.

Durante as investigações, um dos envolvidos admitiu participação nas agressões e revelou informações que contribuíram para a identificação do segundo autor. A investigação também apontou a participação de um terceiro indivíduo, cuja identificação ainda é desconhecida.

O inquérito policial foi finalizado nesta semana e encaminhado ao Poder Judiciário. Como os autores só foram identificados agora, a Polícia Civil concluiu que não havia mais contemporaneidade para pedir a prisão preventiva de Patrick e Rafael.

Essa providência caberá agora ao Ministério Público. No início deste ano, Rafael foi preso por furto em Dourados, mas já se encontra em liberdade.

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