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Política

Cobrança de pedágio só se justifica com duplicação de rodovia, defende Hashioka

Deputado faz parte da comissão da Alems que vai acompanhar a repactuação da concessão da BR-163

Por Fernanda Palheta | 21/05/2024 18:06
Deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil) durante entrevista ao Campo Grande News (Foto: Lennon Almeida)
Deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil) durante entrevista ao Campo Grande News (Foto: Lennon Almeida)

Dos 845 quilômetros da rodovia BR-163 sob a concessão da CCR MSVia, apenas 18% foram duplicados. Para o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil) a conta não fecha. Em entrevista ao Campo Grande News na tarde desta terça-feira (21) defendeu a duplicação total da estrada que corta o Estado de norte a sul.

O parlamentar é um dos membros da Comissão Temporária de Representação para Acompanhamento da Concessão da BR-163/MS - Rota do Pantanal da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

“Naquele contrato se previa a liquidação de todo o trecho, no entanto, passaram-se 10 anos e só duplicaram cerca de 150 quilômetros. Se você tem uma rodovia que cobra pedágio e o objetivo não for duplicar, [a concessão] não se justifica”, afirma.

Segundo ele, executar a manutenção de uma rodovia, como vem sendo feito na BR-163,  é uma obrigação do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e não seria necessário concessão e cobrança de pedágio. "Como já é feito na BR-262”, completou dando exemplo da estrada que atravessa Mato Grosso do Sul e liga Corumbá a Três Lagoas.

Com a repactuação, a concessão poderá ser estendida por mais 15 anos. Com isso, a empresa poderá ser responsável pela rodovia até 2059. O novo acordo em negociação prevê mais 190 km de duplicação da rodovia e 170 km de inclusão da terceira faixa e passarelas.

Hashioka critica pontos o novo formato. “Teríamos 40% da BR-163 duplicada e uma parte dos cerca de 500 quilômetros com terceira faixa, mas terceira faixa não é a mesma coisa, duplicação significa muito mais conforto, segurança e fluidez no trânsito”, disse. A BR-163 suporta transporte de produtos agrícolas, com uma média de 70 mil veículos circulando diariamente.

O deputado aponta que há gargalos que não seriam resolvidos. “Na região sul, por exemplo, a topografia é mais acidentada e a duplicação é uma necessidade”. Para ele é urgente o investimento em todo o trecho rodoviário. Com a Comissão, ele explica que os deputados poderão buscar em Brasília e acompanhar de perto as tratativas da repactuação.

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