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Cidades

Com morte de bebê de 2 anos, Estado ultrapassa os 7 mil óbitos por covid

Foram 56 óbitos incluídos apenas nesta sexta-feira, o que eleva a média móvel diária para 49 vítimas ao dia

Por Guilherme Correia | 04/06/2021 10:50
Profissionais de funerária em cemitério de Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Profissionais de funerária em cemitério de Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Mato Grosso do Sul chegou a mais de 7 mil mortes por covid-19 desde o início da pandemia. Nesta sexta-feira (4), entre os 56 novos óbitos confirmados, houve registro de um menino, de apenas 2 anos, que morreu na última quarta-feira (2) em Chapadão do Sul. Ele não tinha comorbidades e estava infectado havia pelo menos seis dias.

Com essa confirmação, são 11 vítimas de pessoas com 18 anos ou menos em território sul-mato-grossense.

Mais da metade (29) do que foi apresentado em boletim epidemiológico publicado hoje eram pacientes com menos de 60 anos - ao longo dos últimos meses, os mais velhos têm passado a ser menos vitimados pela doença, ao passo em que os mais jovens têm estado mais vulneráveis por conta das variantes, cada vez mais letais e infecciosas, como também pelo afrouxamento de medidas sanitárias.

A lógica é simples: ainda que idosos estejam mais protegidos por conta dos efeitos benéficos da vacinação, e morrendo menos, com cada vez mais afrouxamento e mutações genéticas do coronavírus, os mais jovens se infectam mais e muitos acabam precisando ir para UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Por isso, mesmo que vacinação em Mato Grosso do Sul seja exemplar na comparação com outras unidades da federação, os leitos de terapia intensiva estão cada vez mais superlotados. A macrorregião de Campo Grande, por exemplo, que engloba maior parte dos municípios bem como a própria Capital, registrou taxa de ocupação de 107% nesta manhã.

Isso significa que não há vagas em unidades vinculadas ao SUS (Sistema Único de Saúde), e há excedente de 7% em leitos não oficiais ou mesmo inadequados. A lotação à nível estadual tem feito até com que hospitalizados tenham de ser encaminhados para outros estados brasileiros que apresentam menor crise hospitalar que aqui.


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