ACOMPANHE-NOS    
AGOSTO, DOMINGO  09    CAMPO GRANDE 26º

Cidades

Como “consultor voluntário”, Mandetta já passou por três estados na pandemia

Ex-ministro aguarda liberação do Conselho de Ética da Presidência para voltar a trabalhar

Por Leonardo Rocha | 21/05/2020 12:31
Mandetta durante reunião no Palácio do Governo, em Belém do Pará (Foto: Reprodução)
Mandetta durante reunião no Palácio do Governo, em Belém do Pará (Foto: Reprodução)

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já passou pelos estados do Pará, Rio Grande do Sul e Goiás, além de Mato Grosso do Sul, como “consultor voluntário”, durante a pandemia, em conversa com governadores e prefeitos, em relação a medidas de prevenção e avaliação do quadro de saúde.

Em entrevista ao Campo Grande News, ele contou que no momento só pode ajudar e contribuir com o conhecimento adquirido no Ministério (Saúde), no combate a pandemia. “Estou conversando, fazendo videoconferência, ajudando de coração no que posso para auxiliar os gestores”, ponderou.

Mandetta reforçou que ainda aguarda decisão do Conselho de Ética da Presidência da República, para ser liberado a voltar a trabalhar, já que como deixou o Ministério da Saúde, precisa cumprir período de “quarentena”, para ser contratado ou prestar serviços.

“A decisão deve sair no dia 26 de maio, até lá não posso ser contratado, mas estou louco para voltar a trabalhar e contribuir neste momento”, explicou o ex-ministro. Ele entende que não precisa ficar em “quarentena”, até porque todo suas informações no Ministério (Saúde) é de domínio público.

Na última segunda (11), por exemplo, Mandetta esteve em Belém do Pará, onde se reuniu com o governador Helder Barbalho e o secretário estadual de Saúde, Alberto Beltrame. Eles debateram estratégias para enfrentamento à pandemia, no Estado. A reunião foi a portas fechadas no Palácio do Governo.

O ex-ministro deixou o cargo em Brasília no dia 16 de abril, após ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (em partido), que tinha divergências com o ex-deputado federal, que a frente da pasta sempre defendeu medidas de isolamento social.