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Cidades

Em meio a "fritura", presidente da Petrobras é demitido do cargo

Estatal divulgou comunicado a acionistas na noite desta terça-feira (14)

Por Gustavo Bonotto | 14/05/2024 21:33
O ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, acompanhado da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet e do governador Eduardo Riedel (PSDB) durante visita a UFN3, em Três Lagoas. (Foto: Arquivo/Álvaro Rezende)
O ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, acompanhado da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet e do governador Eduardo Riedel (PSDB) durante visita a UFN3, em Três Lagoas. (Foto: Arquivo/Álvaro Rezende)

A Petrobras divulgou, na noite desta terça-feira (14), comunicado aos acionistas que informa a saída de Jean Paul Prates da presidência da estatal. Na nota, a empresa diz que Prates solicitou que o "Conselho de Administração da Companhia se reúna para apreciar o encerramento antecipado de seu mandato como Presidente da Petrobras de forma negociada".

Segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, Prates telefonou a diversos aliados comunicando a sua demissão. E revelou que Magda Chambriard será a nova presidente da empresa. No governo de Dilma Rousseff (PT), ela ocupou uma diretoria na ANP (Agência Nacional do Petróleo).

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já demonstrou insatisfação com o trabalho de Prates. O primeiro atrito entre eles surgiu quando houve uma discussão sobre a distribuição de lucros da empresa, resultando em "fritura" do ex-titular.

Em abril, Prattes chegou a visitar uma das obras da estatal em Mato Grosso do Sul, a UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), cuja planta está instalada em Três Lagoas. À época, ele chegou a dizer para a imprensa que não se sabe qual modelo será adotado para a retomada da obra, mas que o governo trabalha com cronograma que prevê a abertura em 2026, com investimento de R$ 5 bilhões para ser finalizada.

A decisão havia sido amparada por um estudo técnico de viabilidade financeira, que apontou para a Petrobras a necessidade de voltar ao setor de fertilizantes.

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