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Cidades

Em MS, "subgrupo" de organização enviava cocaína para Porto de Paranaguá e SP

Delegado da PF detalhou esquema de uma das maiores organizações criminosas do narcotráfico, dividida em 7 grupos no País

Por Silvia Frias | 23/11/2020 10:55
Armas apreendidas na Operação Enterprise (Foto/Reprodução)
Armas apreendidas na Operação Enterprise (Foto/Reprodução)

A Operação Enterprise, da Polícia Federal, que desarticulou esquema de uma das maiores organizações internacionais de tráfico de drogas em atuação no Brasil, identificou subgrupo em atuação em Mato Grosso do Sul, integrante de uma das maiores quadrilhas de narcotráfico internacional, com “capacidade logística e financeira impressionante”.

Em coletiva realizada há pouco, em Curitiba (PR), a PF repassou informações sobre o esquema articulado pela organização. A operação foi realizada em MS e mais 9 estados, envolvendo 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita Federal

O chefe do Gise (Grupos Especiais de Investigações Sensíveis), Sérgio Luís Stinglin de Oliveira, disse que a investigação iniciada em setembro de 2017 conseguiu apreender 50 toneladas de droga, que seriam transportados pelo grupo criminoso pelos portos do Brasil, Europa e África. Somente hoje, foram 200 quilos de droga na casa de um dos principais líderes do esquema, em Paranaguá (PR).

Entrevista coletiva na PF em Curitiba, em que operação foi detalhada (Foto/Reprodução)
Entrevista coletiva na PF em Curitiba, em que operação foi detalhada (Foto/Reprodução)

Oliveira explicou que os narcotraficantes eram organizados em 7 grupos, sendo 2 da logística e transporte da droga pelo Porto de Paranaguá, a principal via de escoamento da cocaína; 1 grupo de logística sediado em São Paulo; 1 grupo de logística, principalmente aérea, em São José do Rio Preto (SP); 2 grupos do Rio Grande do Norte, sendo um responsável pelo envio de cocaína via embarcações até Europa e outra com remessa da droga em meio à exportações de fruta.

O último grupo é subdividido em 2, com sedes em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, responsáveis pelo envio de droga para Paranaguá e São Paulo. O delegado não detalhou como esquema funcionava nessas estados. "Eles eram menores, mas, considerem menores dentro desse cenário de 50 toneladas", disse. Em MT, por exemplo, a operação apreendeu 1 tonelada de cocaína e metralhadora .50. “Eles [organização criminosa] têm capacidade logística e financeira impressionante”.

De acordo com a PF, todos 149 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e 29 dos 66 mandados de prisão. Ainda não se sabe quantos dos 8 de detenção da difusão vermelha, expedidos pela Interpol, foram executados.

Patrimônio – A Operação Entrerprise, segundo a PF, é a maior operação do ano no combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas  e uma das maiores da história na apreensão de cocaína nos portos brasileiros. Foram sequestrados cerca de R$ 400 milhões em bens do narcotráfico, sendo a maior operação do ano em sequestro patrimonial, entre aeronaves, imóveis e veículos de luxo.

Foram expedidos mandados de busca e apreensão e de prisão no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. As medidas foram expedidas pela 14ª Vara Federal de Curitiba.


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