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Campo Grande, Sábado, 25 de Maio de 2019

11/05/2019 09:11

Justiça libera para Corregedoria ação de PM preso por liderar "máfia"

Segundo PF, subtenente Molina liderava grupo que atuava com características de máfia em Mundo Novo

Aline dos Santos
Ferrari fazia parte de estilo ostentação de família em Mundo Novo.Ferrari fazia parte de estilo "ostentação" de família em Mundo Novo.

A 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande liberou o acesso da Corregedoria da PM (Polícia Militar) ao processo em que o subtenente Silvio César Molina Azevedo, atualmente no presídio federal de Mossoró (RN), é réu por lavagem de dinheiro. O policial militar foi preso em junho do ano passado pela PF (Polícia Federal), durante a operação Laços de Família.

Ele é suspeito de liderar a organização criminosa, apontada como uma das principais fornecedoras de maconha para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A quadrilha recebia valores milionários, joias e veículos como pagamento pelas mercadorias entregue à facção.

De acordo com a decisão, Justiça vai encaminhar links para acesso e download das cópias digitalizadas do processo. “Os elementos informativos de uma investigação criminal, ou as provas colhidas no bojo de instrução processual penal, desde que obtidas com a observância dos requisitos legais, admitem compartilhamento para fins de instruir procedimento criminal ou mesmo procedimento administrativo disciplinar contra os investigados ou outros agentes, cujos supostos ilícitos tenham despontado à colheita dessas provas”, informa a decisão.

A operação Laços de Família foi deflagrada em 25 de junho pela Polícia Federal. De acordo com as investigações, o subtenente Molina liderava um grupo que atuava com características de máfia em Mundo Novo, a 476 km de Campo Grande, e tinha relações comerciais com o PCC.

Foram identificados vários núcleos, como o familiar, que era liderado pelo policial; o operacional e apoio logístico, integrados por gerentes; e os “correrias”, definição para quem presta toda a sorte de serviços (motorista, segurança pessoal de membros do grupo).

Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu R$ 317.498,16, joias avaliadas em R$ 81.334,25, duas pistolas, 27 toneladas de maconha, duas caminhonetes e 11 veículos de transporte de carga.



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