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Cidades

Mãe e filho que encomendaram assassinato em MT tinham “caneta-arma” em casa

Presos em Campo Grande, mãe e filho ainda são suspeitos de tráfico de armas

Por Dayene Paz e Geniffer Valeriano | 02/04/2024 16:31
Armas e munições apreendidas com família. Caneta circulada tem calibre 22. (Foto: Divulgação)
Armas e munições apreendidas com família. Caneta circulada tem calibre 22. (Foto: Divulgação)

Investigação em conjunto entre as polícias de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso levou à identificação de duas pessoas - mãe e filho - apontadas como mandantes de um crime de execução em um shopping popular de Cuiabá (MT), em 23 de novembro do ano passado. Na ocasião, morreram: Gersino Rosa dos Santos, de 43 anos, real alvo dos suspeitos, e Cleyton de Oliveira de Souza Paulino, de 27, que estava na "linha de tiro".

A polícia chegou até mãe e filho na manhã desta terça-feira (2), em uma casa do Jardim Samambaia, em Campo Grande. A arma que pode ter sido a usada no crime, uma pistola 9 milímetros, além de dois revólveres calibre 38, e também uma "caneta-arma", foram apreendidas com os suspeitos.

Na tarde desta terça-feira, o delegado do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro), Pedro Pilar Cunha, de MS, e o delegado Nilson Farias, de Cuiabá, falaram com a imprensa sobre a investigação.

Para a polícia, Jocilene Barreiro da Silva e o filho, Vanderlei Barreiro da Silva, agiram por vingança pela morte de "Girlei" - filho de Jocilene e irmão de Vanderlei.

Tudo que foi apreendido pela polícia nesta terça-feira. (Foto: Divulgação)
Tudo que foi apreendido pela polícia nesta terça-feira. (Foto: Divulgação)

Girlei brigou com Gersino por causa de um celular duas semanas antes de ser morto. "Ao terem a vida do irmão ceifada, a mãe juntamente com o filho resolveram fazer justiça com as próprias mãos e contratar o executor de Uberlândia, Minas Gerais, para matar a vítima na cidade de Cuiabá", explica Nilson.

O executor - Contratado por R$ 10 mil, Silvio Junior Peixoto, de 26 anos, saiu de Uberlândia com destino a Campo Grande, onde encontrou Jocilene e Vanderlei. O que eles não sabiam até então é que a investigação da polícia indicou que Gersino Rosa não tinha envolvimento com a morte de Girlei. "A investigação mostrou que não foi a vítima que morreu no shopping que mandou matar o filho dessa mãe e desse irmão", enfatiza Nilson.

Mãe, filho e executor saíram de Campo Grande e seguiram até Cuiabá. Todo suporte foi dado para a execução de Gersino naquele 23 de novembro - da ida ao shopping à fuga. Depois de cometer o crime, Silvio Junior voltou para Minas Gerais e os mandantes para a Capital de MS.

A bala atravessou o corpo de Gersino e atingiu Cleyton de Oliveira, funcionário de outra loja no shopping e que não tinha qualquer envolvimento com os fatos.

As câmeras de segurança facilitaram a investigação policial, que chegou ao executor há cerca de um mês, em Uberlândia. O Garras em apoio à polícia mato-grossense passou a diligenciar e conseguiu localizar a família em MS. "Eles [suspeitos] são uma família de ciganos e moram atualmente em Campo Grande, mas já residiram também em Minas Gerais, por isso essa conexão com o executor".

Na casa do Jardim Samambaia, os policiais localizaram os mandantes. "Apreendemos quatro armas de fogo e diversas munições que estavam no local, sendo que uma dessas armas de fogo provavelmente foi utilizada no homicídio praticado em Cuiabá", disse Pedro Cunha. Muitos familiares dos suspeitos estavam no local durante a prisão e a polícia investiga se eles deram algum tipo de suporte ao crime.

Perfil dos presos - Vanderlei já responde por outro homicídio ocorrido na cidade de Uberlândia. "Pessoas tentaram contra a vida dele e ele conseguiu reagir e matar um desses indivíduos", disse Nilson. Além disso, há suspeita de que ele esteja envolvido em comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de armas", completa o delegado. Jocilene tem passagem por porte ilegal de arma de fogo: "é natural a prática de crime por esses indivíduos", pontua Nilson.

Sobre a morte de Girlei, as investigações continuam. "Até o momento, não se sabe quem mandou matar o Girlei. Quando a polícia foi até a família [Jocilene e Vanderlei], eles disseram que não precisávamos procurar porque eles iriam resolver. Inclusive, deve ser a forma que eles enxergaram a solução", finaliza o delegado de Cuiabá.

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