Nem jogos decisivos do Brasil e do Paraguai param as obras da Ponte Bioceânica
Consórcio mantém ritmo acelerado e prevê unir as duas estruturas até 10 de julho
Brasil e Paraguai disputam, na tarde desta segunda-feira (29), partidas decisivas, já em caráter eliminatório, pela segunda fase da Copa do Mundo. A seleção brasileira enfrenta o Japão às 13h (horário de Mato Grosso do Sul), enquanto os "Los Guaraníes" encaram a Alemanha às 16h30.
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Nem mesmo a paixão dos dois países pelo futebol e pelo Mundial interrompe o andamento das obras da Ponte Internacional Bioceânica, que ligará Porto Murtinho (MS), no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai.
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Segundo o Consórcio Pybra, responsável pela construção, apenas 5,60 metros separam as estruturas erguidas nos dois lados da ponte do chamado "beijo das aduelas", etapa que marcará a união definitiva da travessia. O trabalho segue em ritmo acelerado no canteiro de obras.

Cerca de 120 operários atuam diretamente na estrutura, das 6h às 18h. A expectativa do consórcio é concluir a união dos dois lados até o dia 10 de julho. A ponte é considerada uma obra estratégica para viabilizar a Rota Bioceânica, também conhecida como RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. O corredor terá mais de 2,4 mil quilômetros de extensão, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Financiada pela Itaipu Binacional, com investimento aproximado de US$ 100 milhões, a Ponte Internacional Bioceânica é considerada uma das mais importantes obras de infraestrutura em execução na América do Sul. Com 1.294 metros de extensão, será o elo central do corredor rodoviário que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando uma alternativa logística estratégica para o escoamento da produção rumo aos portos do Oceano Pacífico.
Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, será o portal brasileiro da rota. A expectativa dos quatro países envolvidos é transformar o corredor em uma das principais vias de exportação e importação entre a América do Sul e os mercados asiáticos, com potencial para reduzir em até 30% os custos logísticos e encurtar em até 15 dias o tempo de transporte em relação às rotas marítimas tradicionais, como a que passa pelo Canal do Panamá.


