Ovos do Aedes aparecem em 60% das armadilhas de Campo Grande
Em agosto, Capital recolheu 36,8 mil unidades; 14 municípios não realizaram a coleta
Ovos dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus foram encontrados em 60% das armadilhas examinadas em Campo Grande durante agosto. O monitoramento registrou 36.833 ovos em 2.415 ovitrampas distribuídas pela cidade.
RESUMO
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Os dados aparecem no boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta semana. O chamado IPO (Índice de Positividade de Ovitrampas) mostra a proporção de equipamentos nos quais foram encontrados ovos. Na Capital, 6 em cada 10 armadilhas examinadas tiveram resultado positivo durante o período de coleta.
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Já o IDO (Índice de Densidade de Ovos), que aponta a quantidade média de ovos em cada armadilha positiva, ficou em 26 em Campo Grande. A soma dos resultados municipais feita aponta 205.528 ovos recolhidos em 8.415 ovitrampas, considerando 62 dos 79 municípios de MS.
Dispersão e concentração – Inocência teve o maior índice de positividade, com ovos em 88% das armadilhas. Angélica e Deodápolis aparecem em seguida, ambas com 85%. Aparecida do Taboado registrou 83% e Rio Brilhante, 82%.
A maior densidade, porém, concentrou-se em Anastácio, com média de 125 ovos por armadilha positiva. Na sequência aparecem Chapadão do Sul, com 114; Miranda, com 111; Maracaju, com 100; e Rochedo, com 98.
Os indicadores revelam situações diferentes. Em Chapadão do Sul, por exemplo, apenas 12% das armadilhas tiveram resultado positivo, mas cada equipamento com presença do mosquito concentrou, em média, 114 ovos. O resultado pode indicar focos mais concentrados.
Sem coleta – O boletim informa que 14 municípios não realizaram a coleta de ovos em agosto: Alcinópolis, Antônio João, Batayporã, Caracol, Dois Irmãos do Buriti, Figueirão, Iguatemi, Japorã, Ladário, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Selvíria, Sonora e Taquarussu.
Anaurilândia, Coronel Sapucaia e Paranhos não aparecem na tabela. O documento também mostra que o monitoramento alcançou apenas 15% da meta na área indígena de Dourados e 50% em Rio Verde de Mato Grosso. Vale lembrar que a ausência de coleta não significa, necessariamente, que o município não tenha ovitrampas instaladas.
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