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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Julho de 2019

11/07/2019 11:25

Para acabar com internações em UPAs e corredores, MP recomenda abertura de UTIs

As recomendações são baseadas em inquéritos, resultado de ações judicias e em vistoria feita no HR no dia 15 de junho

Anahi Zurutuza
Equipe do MPMS e Coren-MS chega ao HR para vistoria (Foto: Kísie Ainoã)Equipe do MPMS e Coren-MS chega ao HR para vistoria (Foto: Kísie Ainoã)

Para acabar com internações irregulares em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), corredores de hospitais e superlotação de prontos-socorros em Campo Grande, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) fez uma série de recomendações para as gestões estadual e municipal de Saúde. Dentre elas, está a abertura de novos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) na Capital.

As recomendações, assinadas pela promotora Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, são baseadas em inquéritos e ações propostas pela 32ª Promotorias de Justiça e mais recentemente, de vistoria feita no Hospital Regional de Campo Grande.

Após denúncia do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), equipe da promotoria esteve no PAM (Pronto Atendimento Médico) do HR e encontrou o caos, conforme registro. O setor tem sete vagas, mas haviam o dobro pacientes sendo atendidos no local, alguns deles em estado crítico e precisando de respiradores mecânicos, mas sendo mantidos nos ambús (respiração manual). A fiscalização começou as 16h45 e terminou às 19h15 do dia 15 de junho.

Diante da situação, o MP deu 30 dias úteis para que o Hospital Regional instale mais leitos de UTI. Em dez dias úteis, a instituição terá de responder à promotoria atenderá a recomendação.

O Ministério Público recomendou ainda que seja criada escala de sobreaviso para médicos com regras claras e prazo para que o profissional chegue ao hospital sempre que solicitado. O planejamento deve estar pronto em 10 dias úteis.

Para a Prefeitura de Campo Grande, a recomendação é viabilizar em 30 dias úteis a implantação de mais 5 leitos de UTI em hospitais que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A reportagem entrou em contato com a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) para saber se há a intenção e condições dos gestores de cumprirem as recomendações, mas até o fechamento da matéria, nenhuma das duas pastas havia dado retorno.

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