Polícia de MS mira "cérebro" do golpe do cartão e vai até o DF
Levantamentos apontam que investigados eram conhecidos das autoridades e haviam sido alvos da PF

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, deflagrou nesta quarta-feira (9) a segunda fase de uma operação contra um esquema de estelionato digital e lavagem de dinheiro. A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão em Ceilândia (DF).
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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta quarta-feira (9) a segunda fase de uma operação contra estelionato digital e lavagem de dinheiro, cumprindo três mandados de busca e apreensão em Ceilândia, no Distrito Federal. O alvo foi o núcleo intelectual da quadrilha, responsável por criar contas falsas para viabilizar fraudes com cartões de crédito. Celulares e documentos apreendidos serão periciados para mapear os valores movimentados.
A ofensiva teve apoio da Corf (Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e as Fraudes) da Polícia Civil do Distrito Federal e da Assessoria de Inteligência do TJMS (Tribunal de Justiça de MS).
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O alvo da vez foi o núcleo intelectual da quadrilha. Segundo as investigações, os suspeitos baseados no Distrito Federal eram os cérebros do esquema, responsáveis por criar e-mails, contas na plataforma Mercado Pago e perfis falsos usados para viabilizar as fraudes e ocultar o dinheiro ilícito. Levantamentos apontam que os investigados já eram conhecidos da polícia e já tinham sido alvos da Polícia Federal e da Polícia Civil do DF por crimes cibernéticos.
A operação de hoje é desdobramento da primeira fase, realizada em 3 de março deste ano em Caldas Novas (GO). Na ocasião, a polícia mirou o núcleo operacional do grupo, encarregado de receber mercadorias compradas com cartões de crédito fraudados.
Para aplicar os golpes, o grupo utilizava dados vazados para criar uma falsa aparência de regularidade cadastral. Com as contas e e-mails gerados pelo grupo do DF, eles habilitavam linhas telefônicas, abriam contas bancárias e tomavam empréstimos.
O dinheiro e os limites de crédito obtidos eram rapidamente convertidos em compras no varejo para dificultar o rastreamento, configurando a lavagem de capitais. Celulares e documentos apreendidos nesta quarta-feira serão periciados para mapear o montante total movimentado pelo grupo e identificar outros envolvidos.
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