Universitário flagrado com arquivos de abuso infantil é preso a 2ª vez
João Pedro havia sido solto com tornozeleira, mas novos indícios motivaram o mandado de prisão preventiva
O estudante de Engenharia de Software da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), João Pedro Souza de Arruda dos Santos, de 25 anos, voltou a ser preso nesta quarta-feira (2). Ele havia sido libertado um dia após ser flagrado com mais de 3 mil arquivos de abuso sexual infantil armazenados em aparelhos celulares.
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Estudante de Engenharia de Software da UFMS, João Pedro Souza de Arruda dos Santos, 25 anos, foi preso novamente na quarta-feira (2) durante a Operação Infância Segura VI, do MPMS, após ser flagrado com mais de 3 mil arquivos de abuso sexual infantil. Ele havia sido liberado com tornozeleira eletrônica após audiência de custódia, mas novas provas levaram à expedição de ordem de prisão preventiva pela VECA de Campo Grande.
A nova prisão aconteceu durante a Operação Infância Segura VI, deflagrada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), por meio da UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) em apoio à 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.
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João Pedro havia sido preso inicialmente em flagrante no dia 28 de agosto, na Vila Sobrinho, durante a quinta fase da operação. Na ocasião, equipes policiais localizaram uma pasta protegida nos telefones do rapaz contendo fotos e vídeos com cenas de abuso envolvendo crianças e adolescentes.
Os promotores de Justiça pediram a prisão preventiva, sustentando que o investigado detém conhecimentos técnicos avançados em informática para ocultar e manipular provas.
Na audiência de custódia do dia 29 de agosto, o juiz José Henrique Kaster Franco indeferiu o pedido do Ministério Público e concedeu liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias, por considerar que o réu era primário, sem antecedentes e por não haver indícios de comercialização do material.
Reviravolta – Com o prosseguimento das investigações e a análise dos dispositivos apreendidos, novos elementos probatórios surgiram, demonstrando a necessidade da custódia cautelar.
Com isso, foi expedida a ordem de prisão preventiva pela VECA (Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente) de Campo Grande. A Justiça aceitou o posicionamento do MPMS, fundamentando a decisão na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal, diante do risco de destruição de provas e reiteração delitiva.
O caso segue sob segredo de Justiça, e o material recolhido permanece em análise pericial.
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