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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Maio de 2019

18/03/2019 11:52

Posto de saúde fica sem médico após demissões e atestado por dengue

Há quase um mês, duas médicas pediram demissão e UBSF Vila Fernanda está com apenas dois profissionais; hoje não havia atendimento, pois clínico está de atestado

Silvia Frias e Ronie Cruz
UBSF atendem comunidade da Vila Fernanda, Portal Caiobá I, II e Residencial Celina Jallad (Foto: Henrique Kawaminami)UBSF atendem comunidade da Vila Fernanda, Portal Caiobá I, II e Residencial Celina Jallad (Foto: Henrique Kawaminami)

O atendimento na UBSF (Unidade Básica de Saúde Familiar) Maria Ivone de Oliveira Nascimento Arakaki, no Portal Caiobá II, que já está precário com dois médicos a menos na escala há quase um mês, teve outro desfalque que compromete o serviço essa semana: dos dois profissionais que trabalham na unidade, um está com dengue, com atestado até quarta-feira.

A unidade, conhecida como UBSF Vila Fernanda, atende comunidade de 14 mil pessoas, moradores da vila, Portal Caiobá I, II e o Residencial Celina Jallad. Segundo informações apuradas pelo Campo Grande News, a situação começou a ficar crítica há cerca de 20 dias, quando duas médicas pediram demissão. Uma delas teria passado na residência na Santa Casa e, a outra, saiu após ter sido agredida verbalmente por um paciente.

Com isso, ficaram apenas dois clínicos gerais que atendem pelo programa Mais Médicos. A saída foi trabalhar em regime de escala e eles se revezam durante a semana. O problema é que hoje é folga de um deles e o outro está doente, com dengue.

Nos dias da escola do médico que está de atestado, as enfermeiras que fazem a classificação dos pacientes já os encaminha para outra unidade de saúde, no Portal Caiobá.

“Atendimento tá péssimo, os médicos estão cansados, tem muita genta para atender”, avalia a aposentada Ramona Araújo, 78 anos. Desde quinta-feira ela tenta renovar a receita médica de pressão arterial e terá que voltar amanhã”. “Como vai caber um mundo de gente num postinho desse?”.

A aposentada Cleuza Barros, 75 anos, acha que deveriam suprir a escala. “Tem estagiário que quebra um galho, mas não resolve”, diz.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e aguarda retorno.



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