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Cidades

Alvos da Operação Carbono Oculto negociam delação premiada

Empresários são apontados como elo entre o PCC e a Faria Lima; ação da PF cumpriu mandados em MS

Por João Vitor Marques | 03/02/2026 10:05
Alvos da Operação Carbono Oculto negociam delação premiada
Empresários conhecidos como Primo e Beto Louco negociam delação premiada (Foto: Reprodução/TV Globo e Polícia Civil de SP)

Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, negociam acordo de colaboração premiada com o MPSP  (Ministério Público de São Paulo). Eles estão no centro da Operação Carbono Oculto, investigação que no ano passado foi deflagrada também em Mato Grosso do Sul, apura a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis e sua conexão com o mercado financeiro da Faria Lima, em São Paulo (SP).

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Empresários Mohamad Hussein Mourad (Primo) e Roberto Augusto Leme da Silva (Beto Louco), alvos da Operação Carbono Oculto, negociam acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo. A operação investiga a infiltração do PCC no setor de combustíveis e sua conexão com o mercado financeiro. A investigação revelou que cerca de mil postos vinculados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Em Mato Grosso do Sul, oito empresas do grupo controlaram a cadeia de combustíveis com movimentação próxima a R$ 10 bilhões. A delação pode implicar empresários, agentes públicos e políticos.

A informação foi publicada pelo G1. Foragidos da Justiça, Mourad e Silva foram alvos da maior ofensiva já deflagrada no país contra o crime organizado. Segundo as investigações, cerca de mil postos vinculados à facção criminosa movimentaram aproximadamente R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

Em Mato Grosso do Sul, oito empresas ligadas ao grupo controlaram a cadeia de combustíveis e movimentaram perto de R$ 10 bilhões.

Em nota, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que a eventual delação tem caráter “impessoal” e não poupará envolvidos. “Qualquer pessoa que tiver qualquer envolvimento, em qualquer etapa dessa cadeia criminosa, terá que se explicar e sofrerá as consequências penais, administrativas e cíveis cabíveis”, diz o texto.

Nos bastidores, a informação é de que os dois empresários detêm elementos que podem alcançar políticos, o que levaria o caso à esfera da PGR (Procuradoria-Geral da República), responsável por investigar autoridades com foro privilegiado, como deputados federais, senadores, ministros de Estado e o presidente da República.

Mourad ocupa o “epicentro” das operações, segundo as investigações. O inquérito aponta que ele liderava a organização criminosa com apoio de parentes, sócios e profissionais cooptados. Silva, por sua vez, figura como colíder do esquema.

Mato Grosso do Sul apareceu entre os oito estados onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão na primeira fase da operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto do ano passado. Ao todo, cerca de 350 alvos — entre pessoas físicas e jurídicas — foram atingidos.

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