Mil assistentes de educação infantil protestam na Câmara por salário de R$ 2.500
“A gente dá banho, comida, brinca, faz atividades”, afirma Natali sobre a rotina de trabalho
A sessão na Câmara Municipal de Campo Grande foi marcada por protesto nesta terça-feira (dia 3). Mil assistentes de educação infantil foram ao plenário para cobrar pautas da categoria, incluindo reajuste salarial de R$ 1.900 para R$ 2.500. A estimativa de público é da GCM (Guarda Civil Metropolitana).
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Cerca de mil assistentes de educação infantil protestaram na Câmara Municipal de Campo Grande nesta terça-feira, reivindicando aumento salarial de R$ 1.900 para R$ 2.500 e vale-alimentação de R$ 300. A manifestação reuniu representantes dos 2.500 profissionais que atuam na rede pública municipal. A categoria também exige enquadramento adequado da função, atualmente classificada como monitor de aluno, além de benefícios como abono de faltas para acompanhamento médico dos filhos e revisão das regras do plano de saúde. O momento é considerado estratégico, pois o processo seletivo vigente expira em abril.
Presidenta do Sindicato dos Servidores Contratados da Administração Pública da Rede Municipal de Campo Grande, Natali Pereira de Oliveira, afirma que os profissionais também buscam vale-alimentação de R$ 300. São ao menos 2.500 assistentes na rede pública de ensino da Capital.
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“E também cobrar pelo enquadramento. Simplesmente, colocaram a gente como monitor de aluno. A gente quer respeito e valorização. Nosso serviço é essencial, sem ele a Emei [Escola Municipal de Educação Infantil] não abre”.
A categoria ainda busca por cumprimento de medidas como abono da falta para acompanhar filhos durante consulta médica, cumprimento do limite de alunos por sala de aula e alteração da lei que modificou regras do plano de saúde e impediu a filiação de servidores contratados temporários.

“A gente dá banho, dá comida, brinca, faz atividades”, afirma Natali sobre a rotina de trabalho.
De acordo com ela, o processo seletivo vigente vence em abril. “Então, este ano é o momento de a gente pedir, porque vai abrir um novo processo seletivo".
A reportagem solicitou posicionamento da Prefeitura de Campo Grande sobre as demandas e aguarda resposta.
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