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Cidades

Sindicato e Correios têm julgamento de dissídio marcado para hoje

O julgamento que deve durar em média 3h, será seguido de uma assembleia entre os trabalhadores para analisar a situação

Por Paula Maciulevicius Brasil | 21/09/2020 10:34
Greve já tem mais de 30 dias e paralisação em 34 municípios do Estado. (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)
Greve já tem mais de 30 dias e paralisação em 34 municípios do Estado. (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)

Sem avanço nas negociações, a paralisação dos Correios, que já passa de 30 dias, terá mais um capítulo hoje. Está marcada para 12h30 (horário de Mato Grosso do Sul) a audiência no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para julgar o dissídio coletivo. A greve tem adesão de 34 municípios do Estado, com 70% dos trabalhadores de braços cruzados.

"Estou otimista, até porque em todas as audiências que o TST realizou, desde a mediação e a audiência de conciliação, os Correios se negaram a formular qualquer outra proposta. O motivo deles retirarem as cláusulas não gera impacto financeiro para a empresa", fala a presidente do Sindicato, Elaine Regina de Souza Oliveira.

Há duas semanas, houve uma proposta de manutenção das cláusulas contratuais, sem nenhum reajuste, o que segundo o Sindicato, foi negado. A representante da categoria frisa que a briga não é por reajuste, e sim pela manutenção das cláusulas sociais.

O julgamento que deve durar em média 3h, será seguido de uma assembleia entre os trabalhadores para analisar a situação.

Reivindicações - Parte dos trabalhadores decidiu cruzar os braços em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas. A categoria também reivindica mais atenção, por parte da empresa, quanto aos riscos que o novo coronavírus representa para os empregados.

Correios Em nota, a estatal informou que desde o mês de julho vem tentando negociar os termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, em um esforço para fortalecer as finanças da empresa e preservar sua sustentabilidade.

A empresa ainda diz que enquanto os sindicatos insistem em manter uma proposta imprudente diante da crise atual, os Correios entendem que "não há margem para medidas incompatíveis com a situação econômica atual e vislumbra uma economia da ordem de R$ 800 milhões ao ano, apenas com o racionamento dos gastos com pessoal: o suficiente para recuperar, em três anos, o prejuízo de R$ 2,4 bilhões acumulados em gestões passadas", diz a nota.

Em nota a empresa também informou que aguarda o julgamento do dissídio e, com ele, o retorno dos trabalhadores. "Cientes da sua responsabilidade para com a sociedade e da sua importância para a prestação de serviços essenciais à população, em um momento tão delicado para o país e o mundo", finaliza.

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