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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

20/09/2014 08:58

"Aí, ela não acordou mais", conta garoto que viu irmã ser morta

Lidiane Kober e Filipe Prado, enviado especial a Bandeirantes
No dia em que completou 7 anos, o menino viu a irmã ser agredida pelo padrasto e desmaiar várias vezes (Foto Marcos Ermínio, enviado especial a Bandeirantes)No dia em que completou 7 anos, o menino viu a irmã ser agredida pelo padrasto e desmaiar várias vezes (Foto Marcos Ermínio, enviado especial a Bandeirantes)

No dia em que completou 7 anos, o garoto viu a irmã, de 2 anos, ser agredita pelo padrasto Fernando Floriano Duarte, 33, e, minutos antes de ver os olhos da menina fechar, deu-lhe água gelada e a consolou com carinhos.

O menino assistiu as supostas agressões do padrasto e se declarou outra vítima. O relato ao Campo Grande News ocorreu durante o velório da irmã, na sexta-feira (19), em Bandeirantes, a 70 quilômetros de Campo Grande.

O menino contou que Fernando jogou a irmã várias vezes no chão. Com as quedas, a menina teria desmaiado mais de uma vez.

Preocupado, o irmão disse que chegou a perguntar para o padrasto se tudo estava bem. Em resposta, Fernando disse que a criança caiu. “Mas eu vi ele jogando ela no chão”, insistiu.

Também pisou na minha barriga, me bateu e jogou a bebê em cima de mim e machuquei minha boca, diz garoto (Foto: Marcos Ermínio, enviado especial a Bandeirantes)"Também pisou na minha barriga, me bateu e jogou a bebê em cima de mim e machuquei minha boca", diz garoto (Foto: Marcos Ermínio, enviado especial a Bandeirantes)

Diante da acusação, o padrasto teria torcido o braço do menino. “Também pisou na minha barriga, me bateu e jogou a bebê em cima de mim e machuquei minha boca”, relatou o garoto.

Depois das agressões, Fernando teria jogado a menina em cima da cama. “Ele bateu nela, jogou em cima da cama e saiu, ela chorava muito, então, peguei uma água gelada, dei a ela e fiz muito carinho. Aí desmaiou e não acordou mais”, relembrou o menino.

Ao lado da família, ele se despede da irmã. A morte brutal da menina gerou comoção e parou Bandeirantes, a 70 quilômetros da Capital. A cidade é a terra natal da mãe da criança e local onde a bebê foi velada, ontem (19). Até as escolas do município fecharam as portas em sinal de luto.

Acusado do crime, Fernando foi preso e, ouvido na delegacia, negou ter agredido e estuprado a menina. Ele disse que estava limpando o jardim da casa onde vivia com os enteados e a mulher, quando a menina chegou e o atrapalhou. Ele contou à polícia que mandou ela ir para dentro da casa, foi aí, segundo ele, que a menina tropeçou e bateu a cabeça no sofá.

Essa é a justificativa do suspeito para o grande hematoma encontrado na parte de trás da cabeça da criança. No entanto, os levantamentos iniciais da perícia dão conta de que há vários hematomas nos braços da bebê. Depois do crime, o homem trocou de roupa, saiu de casa foi até um bar beber e ainda raspou a cabeça.



Honestamente não sei como essa criatura ainda está viva, não concordo com violência seja lá qual for a justificativa, mas garanto que morrer é o único castigo viável a esse infeliz, fiquei em prantos ao fim dessa matéria, para esse garoto deve ter sido algo terrível, ver a irmã ser morta e não poder fazer nada, Deus tenha piedade e console o coração dessa criança e a ampare, tenho uma filha na mesma idade dessa garotinha e não tenho coragem nem de pensar numa situação dessas!
 
indianara gouveia de sene dias em 20/09/2014 10:33:26
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