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"A fase é bastante complicada", diz pai de Filipe, em tratamento nos EUA

Por Nadyenka Castro | 23/08/2012 15:59

Menino de três anos luta para combater doença rara e precisa de transplante. Família pede doações para gastos com hospital e manutenção no país

Filipe, no colo da mãe, médico e família, nos Estados Unidos. (Foto: Arquivo de família)
Filipe, no colo da mãe, médico e família, nos Estados Unidos. (Foto: Arquivo de família)

“Nós estamos em fase bastante complicada, muito complicada”. É com essa frase que Guilherme Wolff resume a situação do filho, Filipe, de três anos, portador de doença rara e que está em tratamento nos Estados Unidos há 10 meses.

Guilherme explica que o baço do filho está “muito grande” porque o fígado está em degeneração avançada e por causa disso os médicos recomendaram repouso absoluto para o menino. “O problema é que ele é uma criança muito ativa”, diz.

Nesta sexta-feira a família vai consultar outro especialista em fígado e entre os dias 10 e 17 de setembro serão feitas consultas médicas para avaliar realização de transplante e continuidade do tratamento.

“Filipe é uma criança bem alegre, ativa. Não está bem, mas também não está em crise”, fala Guilherme. “A situação é delicada, a gente espera que o transplante seja realizado”.

A família precisa de mais dinheiro para se manter em Boston e também pagar os custos médicos. Conforme divulgado no site de Filipe – www.ajudefilipe.com.br, são necessários R$ 1,54 milhões e até 26 de julho o valor doado era de R$ 425,9 mil.

Segundo Guilherme, a família tem conversado com o hospital sobre prazos e garantias de pagamento e que ainda não houve recusa de atendimento. Somente para cirurgia de transplante é necessário depósito de 70 mil dólares. “Nós temos 100 mil dólares em doação parados no Brasil. Para mandar para cá é 36% só de imposto”, fala.

Guilherme diz que para aumentar a renda da família irá vender camisetas no Brasilian Day, em Nova Iorque e espera mais doações.

Filipe - O garoto luta para superar uma doença rara chamada de histiocitiose de células Langer Hans, que tem manifestações semelhantes ao câncer, além da segunda doença rara do fígado, a Esclerosante Cholangistis.

Para pagar os custos médicos e despesas de Filipe em solo americano, o valor necessário agora totaliza R$ 1,54 milhão.

A família segue contando com a ajuda de doações obtidas por meio do site (http://www.ajudefilipe.com.br). Até o último dia 13 havia sido doados R$ 235,6 mil.

Os interessados podem fazer doações por meio de depósito identificado em nome de Guilherme Wolff, pai do Filipe. O número de agência do Banco do Brasil é 48-5 e da conta corrente é 64375-0.

Em Boston, o menino fez consulta com equipe médica que está pesquisando o uso do remédio Clorafabine, originalmente indicado para combate à leucemia, no tratamento da doença que ele possui. O custo do medicamento é alto.

No entanto, todos os tratamentos convencionais são ineficazes e ele só pode ser curado com transplante de fígado.

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