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Cidades

Após atropelar e matar criança, piloto voltou para “aterrorizar” moradores

Por Graziela Rezende | 14/11/2013 11:04
Delegado fala sobre versões infundadas do suspeito. Foto: Graziela Rezende
Delegado fala sobre versões infundadas do suspeito. Foto: Graziela Rezende

Quatro horas após atropelar e matar João Carlos de Souza, 3 anos, no dia 3 de novembro, bairro Tarsila do Amaral, em Campo Grande, o entregador de pizza Jeferson Cosme Francisco da Silva, 21 anos, voltou a rua Mãe Menininha para “aterrorizar” os moradores. O suspeito estava com integrantes de uma quadrilha, ameaçando as pessoas a não fazerem denúncias, bem como não colaborar com a Polícia.

“Jeferson desceu do carro e gritava na rua para as pessoas não falarem nada, ou algo de muito ruim aconteceria com elas. Ele ainda fazia ameaças juntamente com os comparsas. Um deles, inclusive, é irmão de um jovem que foi morto há alguns dias em confronto com a tropa de choque da Polícia Militar. Todos eles são pessoas muito temidas na região”, afirma o delegado Weber Medeiros, responsável pelas investigações.

Logo depois, ele começou a “dificultar” a coleta de provas, segundo o delegado. “Eles foram produzindo álibis, dizendo para as pessoas de uma comunidade indígena que buguinho, como Jeferson é conhecido, estava jogando bola na hora do acidente. Nesse período, Jeferson esteve escondido na casa da sogra no Jardim Presidente, no quarto do irmão e até mesmo na comunidade indígena”, comenta o delegado.

Ao mesmo tempo, o delegado conta que a Polícia já fazia buscas em assentamentos próximos e checava denúncias. “As pessoas falaram exatamente os detalhes que a moto possuía e conseguimos apreender duas motocicletas, tanto a que Jeferson estava na hora do acidente como a outra, pertencente a um traficante e que ele usou para atirar tentar matar um jovem”, explica o delegado.

“Fiquei impressionado em constatar como este jovem é articulador e também a conivência de alguns familiares. Os outros envolvidos serão intimados e todos serão responsabilizados. Foi um trabalho árduo dos investigadores, mas esclarecido pela Polícia”, finaliza o delegado.

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