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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

15/04/2010 14:12

Após defesa pedir para recorrer, Caso Dudu vai para o TJ

Redação

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande, determinou o envio para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul dos autos do processo do Caso Dudu, como ficou conhecida a morte do menino Luiz Eduardo Martins Gonçalves. Ele desapareceu em 2007 e, segundo as investigações, foi torturado e morto a mando do padastro, José Aparecido Bispo da Silva, 53 anos, condenado a 26 anos de reclusão como mentor e participante do crime.

O processo foi remetido ao TJ por causa da apelação da defesa de Cido, que informou na semana passada ao juiz que deseja apresentar as razões para anular o júri diretamente à segunda instância. Agora, o Tribunal deverá intimar o advogado de defesa, José Roberto da Rosa, para apresentar sua argumentação contrária à condenação de Cido, e proceder o julgamento do recurso.

O advogado prevê que só dentro de 90 dias seja intimado a apresentar suas razões.

Rosa tem usado dois argumentos principais para pedir a anulação do resultado do júri de Cido. Ele questiona as provas usadas pela acusação, principalmente quanto à identificação dos restos mortais que o promotor do caso, Douglas Oldegardo dos Santos, afirma ser de Dudu e que foram exibidos aos jurados. O defensor afirma que o laudo dos restos mortais (cerca de 700 fragmentos de ossos) não foi conclusivo e por isso não há corpo. Não havendo corpo, diz, não há crime a ser punido.

Além disso, a condenação, segundo o advogado, também aconteceu sob influência desfavorável ao seu cliente, por causa do júri recente do casal condenado pela morte da menina Isabela Nardoni.

O crime - José Aparecido Bispo da Silva foi considerado culpado pela morte do menino Luiz Eduardo Martins Gonçalves, que segundo a acusação foi torturado e assassinato no dia 22 de dezembro de 2007, após desaparecer de uma do Jardim das Hortênsias.

Conforme a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual, Cido pagou R$ 400 a Holly Lee de Souza, 22 anos, que ainda ver julgado, e outros três adolescentes, dois deles irmãos de Holly, para que matassem Dudu. O corpo do garoto, que foi espancando, foi enterrado,e cerca de um mês depois, retalhado e incendiado por Cido e pelos adolescentes, que ainda participaram de um ritual de magia negra.

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