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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

28/08/2013 09:42

Após reunião frustrada, indígenas querem “fazer valer os seus direitos”

Aliny Mary Dias

Após a frustração vivida por lideranças indígenas na reunião realizada ontem (27), em Brasília, entre a secretária executiva do ministério, Márcia Pelegrini, o ministro-chefe da Presidência da República, Gilberto Carvalho e produtores rurais, os indígenas pretendem “fazer valer os seus direitos”.

O encontro de ontem teria o objetivo de definir os detalhes para a compra das propriedades destinadas à ampliação ou criação de novas áreas indígenas no Estado. Porém, segundo o advogado dos indígenas, Luiz Henrique Eloy, o resultado do encontro foi a definição de uma nova reunião para daqui a 15 dias.

No último domingo (25), a liderança da etnia Terena já havia divulgado uma carta na qual se diziam cansados de reuniões sem decisões. No documento, os indígenas lembraram que o Governo Federal estipulou o prazo final em 5 de agosto para apresentar o cronograma de entrega das terras.

“Já estamos cansados de reuniões para marcarem outras reuniões. Caso o ministro da Justiça não apresente o Cronograma de Execução, os povos indígenas de Mato Grosso do Sul irão fazer valer os seus direitos”, diz o documento.
Tanto o cronograma não foi entregue e muito menos o Ministro compareceu na reunião. José Eduardo Cardozo foi representado pela secretária executiva da pasta.

O advogado dos índios explica ainda que a reunião desta terça-feira pode ser considerada a pior desde que as rodadas de negociações entre os produtores, indígenas e Governo começaram.

“Produtores e seus advogados que não estavam participando desde o início, debateram sobre questões já superadas pela mesa de negociação. Por outro lado, nota-se por parte do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul um nítido objetivo em não cooperar nas negociações”, declara.

Para tentar colocar um fim no impasse, todas lideranças Terena do Estado irão se reunir na próxima sexta-feira (30) em Nioaque, a 179 quilômetros de Campo Grande, para definir quais atitudes serão tomadas.

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O "advogado dos índios" como citado no artigo, se julga com todos os direitos de comparecer as reuniões, apesar dos indígenas serem TUTELADOS e portanto representados pela União então, presentes estarão, MPF, AGU, etc. Este mesmo advogado questiona a presença dos advogados e dos produtores atingidos...faz sentido? Este advogado afirma que o processo retrocedeu pela presença dos advogados dos produtores e dos produtores, não será porque a situação estava mal definida ? Acho que esta pessoa não entende de negócios, porque certamente o dono do produto qualquer que seja ele, só entrega o mesmo mediante pagamento. Será que para índios é diferente?
 
Miriam Correa em 28/08/2013 18:35:17
Muito fácil acusar de fazendeiros invasores, aqueles que trabalharam por vários anos e adquiriram suas propriedades com muito suor, trabalho digno e que contribuíram para o Estado com a produção ...Demarcação só com indenização...essa vai ser a LUTA JUSTA..
 
Lucas Rodrigues em 28/08/2013 18:01:18
Nenhuma novidade. Com um desgoverno desses não vão resolver nunca.
 
daniel ferrari em 28/08/2013 17:05:06
Temos por obrigação,resolvermos urgentemente essa situação.Os índios têm que terem seus direitos reconhecidos .Já chega de enrolação e de matarem os nossos IRMÃOS por causa de 1-uma ou trezentas míseras hectares,somente mais um aviso;PERDERAM> .
 
Elizeu Amarilha Mattos em 28/08/2013 16:17:59
Enquanto as "autoridades" federais se reúnem, marcam e desmarcam reuniões, a comunidade terena de Buriti trabalham em suas terras com a plantação em suas novas lavouras.Doravante,a questão fica a cargo dessas autoridades e dos,outrora, fazendeiros-invasores. PAZ NO CAMPO = DEMARCAÇÃO JÁ!
 
samuel gomes-sidrolandia em 28/08/2013 11:28:46
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