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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

05/06/2015 17:10

Arma doméstica: MS é o quarto no ranking nacional de morte a facadas

Aline dos Santos
Facilidade de acesso faz faca ser usada como arma.  (Foto: Fernando Antunes)Facilidade de acesso faz faca ser usada como arma. (Foto: Fernando Antunes)

Mato Grosso do Sul é um dos líderes no ranking nacional das mortes por armas brancas. O Estado ocupa o quarto lugar, com 32,7% dos homicídios cometidos com objetos cortantes. Os dados foram divulgados hoje pela Folha de São Paulo e tem como base o Mapa da Violência 2015 (tabulação inédita), referente ao homicídios de 2013. O estudo tem como base informações do sistema de saúde.

Em geral, as pesquisas abordam a morte por arma de fogo, utilizadas na maioria dos homicídios, mas o assassinato de um médico, esfaqueado durante assalto na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, deu projeção ao uso de armas brancas. Curiosamente, o Rio de Janeiro ficou em último no ranking, com 5,2%. Na liderança, aparecem Amapá (46,6%), Tocantins (41,2%) e Acre (32,8%).

No caso de Mato Grosso do Sul, a predileção por arma branca resulta de uma mistura de fatores, como uso do objeto por questão cultural, a exemplo de grande parte dos sul mato-grossenses que sempre porta faca e chaira; campanha do desarmamento e, principalmente, por uma questão de oportunidade.

“Com a campanha do desarmamento, as armas de fogo são mais difíceis de ser encontradas. Mata-se com o que tem. É muito fácil o acesso à arma branca. Todo mundo tem uma dessa em casa. Por isso, devemos trabalhar a questão da violência e não o instrumento”, afirma o delegado Wellington Oliveira.

Ou seja, até virar arma, são simples objetos de uso cotidiano, como a faca de serra, canivete e tesoura. O delegado salienta a dificuldade em apreender esses instrumentos, pois a pessoa pode andar com uma faca na rua porque vai utilizar no trabalho, o caso de um churrasqueiro, por exemplo.

Segundo ele, a questão de fácil acesso é o que predomina na opção pela arma branca. “É mais usada no Japão, diante da dificuldade de se obter uma arma de fogo”, diz.

Em Mato Grosso do Sul, a morte a facadas não faz distinção entre Capital e interior, com muitos casos em ambos. Ontem, em Campo Grande, o cuidador de idoso Roberto Carlos Duarte Estigarribia, 49 anos, foi atingido com dois golpes de faca no pescoço antes de morrer carbonizado. O crime foi na Vila Taquarussu.

No mês de março, os primos,Diego Santos Soares, 21 anos, e Rogério Soares Rodrigues, 17 anos, foram mortos a facadas na avenida Dorvalino dos Santos, na Praça Central, em Sidrolândia.

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