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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

09/04/2014 17:10

A dor sem tamanho da mulher e dos filhos do empresário assassinado

Edivaldo Bitencourt e Graziela Rezende
Velório e sepultamento do empresário: crime causou comoção em Campo Grande (Foto: Marcelo Victor)Velório e sepultamento do empresário: crime causou comoção em Campo Grande (Foto: Marcelo Victor)

A família do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32 anos, assassinado brutalmente por bandidos na terça-feira (1º) e jogado dentro de uma fossa no Bairro São Jorge da Lagoa, enfrenta o sofrimento a base de remédios e com um sentimento de revolta. Os dois filhos, um casal de 8 e 10 anos, estão sob acompanhamento de uma psicóloga e passaram a sofrer de ansiedade.

O martírio, o sofrimento, a revolta e a angústia da família é relatada pela esposa da vítima, Dayane Peres Bernal. Os dois tinham uma história de amor de 16 anos, sendo quatro anos como namorados e 12 de casamento.

“É uma dor muito grande”, comentou a esposa. Agora, sozinha, ela vai ter criar os filhos, um menino de oito anos e uma menina de 10. “Ele era amável, bom, sem malícia”, comentou a viúva.

Dayane acompanhou toda a investigação da Defurv (Delegacia de Furto e Roubo de Veículos) nos seis dias em que o marido ficou desaparecido. A prisão dos quatro suspeitos pelo assassinato não pôs fim ao sofrimento.

Um dos envolvidos, o funileiro que supostamente cobrou R$ 2 mil para pintar o carro roubado de branco já foi liberado. A adolescente está na Unei (Unidade Educacional de Internação) e não deve ficar mais do que três anos cumprindo medida sócio-educativa.

 

Amparada pelo sogro, Lino Bernal, Dayane foi ao sepultamento na segunda-feira (Foto: Marcelo Victor)Amparada pelo sogro, Lino Bernal, Dayane foi ao sepultamento na segunda-feira (Foto: Marcelo Victor)

“É uma dor muito grande, vão ter regalias”, avalia a esposa, com um sentimento de revolta e impotência diante da impunidade. O namorado da adolescente já foi liberado por não ter nada a ver com o crime, apesar de ter sido detido na casa onde o corpo foi encontrado.

Continuam presos Jefferson dos Santos Souza, 21, Thiago Henrique Ribeiro, 21, e Rafael Digo, 24. “Vão ter regalias”, acredita a viúva. “É um martírio”, afirma, sobre a rotina de acompanhar o caso pelos jornais e ver o sofrimento dos dois filhos.

As crianças estão em estado de choque. “Sofrem com ansiedade, falta de ar e são acompanhados por uma psicóloga”, relata Dayane.

Ela conta que se sente muito fraca após acompanhar ficar sem notícias do marido por seis dias e o final trágico. “Espero que fiquem presos por muito tempo”, afirma.



Infelizmente a viúva tem razão. Os marginais terão regalias....o valor da vida de um ser humano equivale a uns 25 anos de prisão mas os meliantes se cumprirem 1/3 da pena por bom "comportamento " podem ser soltos....isso sem falar que o tempo em que estão presos preventivamente conta para a progressão da pena....isso foi hediondo , precisamos de reforma nesse Código Penal caduco urgente...a quadrilha deve ficar presa sem direito a progressão da pena, deveria era ter prisão perpétua, pois foi tirado a vida de um ser humano, a paz de um lar e a liberdade de uma familia!
 
Karla Cavalcante de Jess em 10/04/2014 00:35:39
CERTAMENTE OS DIREITOS HUMANOS JÁ VISITARAM E JÁ SE COLOCARAM A DISPOSIÇÃO DA FAMÍLIA, INCLUSIVE COM ASSISTÊNCIA TOTAL COMO MANDA O FIGURINO!!! POIS HÁ SE FOSSE AO CONTRÁRIO!!!
 
JARY GUASINA DOS SANTOS em 09/04/2014 21:46:44
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