Abacateiro de grande porte cai sobre dois carros após temporal em Campo Grande
Muro do imóvel onde planta estava foi destruído, cabos de telefonia e internet romperam
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Uma árvore de grande porte caiu sobre dois veículos na Rua Artur Jorge, no Jardim Cruzeiro, em Campo Grande, nesta quinta-feira (30). O incidente ocorreu após um temporal que acumulou 75,2 milímetros de chuva desde a madrugada, volume superior às médias previstas para julho e agosto. O Cemtec registrou rajadas de vento de até 64,4 km/h, a maior velocidade do Estado.
Abacateiro de grande porte caiu sobre dois veículos estacionados na Rua Artur Jorge, no Jardim Cruzeiro, em Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (30). Um Hyundai HB20 prata e um carro vermelho da JAC Motors foram atingidos. Não houve registro de feridos.
- Leia Também
- Teto da Maternidade Cândido Mariano vira chafariz e inunda recepção
- Viaduto alagado “travou” saída para Três Lagoas em manhã de caos
A árvore, um abacateiro, ficava dentro do terreno de um imóvel particular, em frente à sede do Sindagua (Sindicato dos Trabalhadores do Saneamento). A casa que existia na propriedade foi demolida recentemente, mas a árvore permaneceu no local.
Antes de atingir os carros, o tronco derrubou parte do muro da propriedade. Fios de telefonia e internet também foram arrastados pela queda.
O incidente ocorreu entre 7h40 e 8h. Os veículos pertencem à diretora financeira do sindicato, Vera Fátima Alves de Almeida Godoy, de 69 anos, e a uma funcionária identificada como Isabel.
Vera estava dentro da sede da entidade e não percebeu o momento da queda. Ela soube do ocorrido depois que um homem identificado como Maicon entrou no prédio para avisá-la.
“O Maicon chegou com uma cara que eu achei até que tinha morrido alguém. Ele falou que tinha uma coisa para contar e disse que o abacateiro havia caído em cima do meu carro e do carro da Isabel. Eu ainda nem tinha vindo aqui fora para olhar”, relatou.
Inicialmente, a diretora havia sido informada de que o para-brisa do veículo não tinha quebrado. Quando saiu para verificar os danos, porém, constatou que o vidro havia sido atingido. Ela também teme que a coluna do automóvel tenha sido comprometida.
“Não faço ideia do prejuízo. O para-brisa é caríssimo e, se estragou a coluna, vai ficar ainda mais caro”, afirmou.
Segundo Vera, o carro Jac Motors é importado e não possui seguro. Ela explicou que decidiu não manter a cobertura porque o veículo tem mais de oito anos.
A diretora acredita que a queda possa ter relação com as intervenções realizadas recentemente no terreno vizinho. Conforme o relato dela, uma retroescavadeira foi usada para demolir a antiga casa e retirar parte da vegetação.
“Uma retroescavadeira entrou para derrubar a casa. O nosso muro está por um triz de cair e estamos fazendo uma notificação extrajudicial. Eles tiraram tudo quanto é coisa, mas não tiraram o abacateiro. Agora, olha o que aconteceu”, declarou.
O presidente do sindicato, Lázaro Godoy, contou que chegou à sede por volta das 7h30. Pouco depois, enquanto tomava café, ouviu um forte estrondo.
“Imaginei que fosse alguma coisa voando, porque foi um barulho grande. Em seguida, chegou um diretor nosso, o Marcos, e avisou que a árvore tinha caído em cima dos carros”, contou.
Segundo Lázaro, o abacateiro foi arrancado pela raiz. Ele também atribui o enfraquecimento da árvore à limpeza realizada no terreno.
“Aqui do lado do abacateiro tinha pé de limão, de caju e de banana. Eles arrancaram tudo e deixaram apenas a árvore. Quando passaram a máquina, retiraram o solo ao redor e enfraqueceram a estrutura. Com o primeiro vendaval depois da limpeza do terreno, a árvore veio abaixo”, afirmou.
A relação entre a demolição, a retirada da vegetação e a queda da árvore, entretanto, ainda depende de avaliação técnica.
Lázaro afirmou que o sindicato já demonstrava preocupação com os impactos da obra, sobre principalmente o muro da entidade. Segundo ele, a estrutura era compartilhada com a antiga construção existente no terreno.

“Eles enfraqueceram o nosso muro. Agora vou ter que gastar para fazer todo um reforço, com ferragem e tudo mais, para evitar que ele caia em cima do sindicato”, disse.
Até o momento da entrevista, o prejuízo causado aos veículos ainda não havia sido calculado. A avaliação completa dos danos seria realizada após a retirada do tronco e dos galhos.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e usaram uma motosserra para cortar a árvore. Agentes de trânsito também estiveram no local e interditaram meia pista no sentido Centro/Rachid Neder.
Lázaro disse que os veículos costumam ser estacionados diariamente no mesmo ponto. Na manhã desta quinta-feira, Vera teria deixado o carro naquele local após chegar mais cedo, durante a chuva.

“O meu carro é uma caminhonete. Se estivesse ali, poderia ter sido pior. O carro dela é mais baixo”, afirmou.
O técnico em segurança do trabalho Jhonnatan Cabral Nogueira, de 45 anos, registrou a ocorrência e enviou um vídeo ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas. Ele contou que passava pela região depois de buscar a mãe no Bairro Monte Castelo, nas proximidades, quando parou para filmar a situação.
Campo Grande acumulou 75,2 milímetros de chuva desde a madrugada desta quinta-feira, volume superior às médias previstas separadamente para julho e agosto. O temporal começou por volta das 4h e deixou o céu da Capital completamente escuro.
Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), a média de precipitação esperada era de 35,7 milímetros em julho e de 45,5 milímetros em agosto. Os dados foram calculados até as 8h10.
Campo Grande também registrou rajadas de vento de até 64,4 quilômetros por hora, a maior velocidade observada no Estado.
Matéria editada às 11h13 para acréscimo de informações.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


