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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

06/07/2018 07:29

Achado em poço, Ronei foi castrado, estuprado e teve olho arrancado

Vítima desapareceu com o carro no dia 18 de junho, mas veículo foi encontrado dias antes do corpo

Danielle Valentim
Ronei também teve crânio quebrado. (Foto: Arquivo Pessoal)Ronei também teve crânio quebrado. (Foto: Arquivo Pessoal)

O corpo localizado em fossa na zona rural de Campo Grande próximo à rodovia MS-040, nesta quinta-feira (5), era de Ronei de Lima Valeijus, de 40 anos, desaparecido desde o dia 18 de junho. Conforme exame pericial, ele teve crânio quebrado, um olho arrancado, além de ter sido estuprado e castrado.

Um dos primeiros golpes ocorreu na cabeça. O impacto da batida quebrou o crânio e causou traumatismo. O autor cortou pedaços dos órgãos íntimos e ainda arrancou um dos olhos da vítima.

O homem tinha passagens por violência doméstica e falta de permissão para dirigir. Ele não era casado, mas deixou dois filhos menores de idade.

O carro de Ronei foi encontrado dias antes do corpo. O caso será investigado pela 4ª Delegacia de Polícia Civil. O corpo será velado na Pax Mundial em Campo Grande a partir das 10h, desta sexta-feira (6).

Publicação sobre o desaparecimento. (Foto: Reprodução)Publicação sobre o desaparecimento. (Foto: Reprodução)

Caso - O corpo de Ronei foi localizado em um poço nesta quinta-feira (5) em uma propriedade rural na região do Bom Jardim, próxima a MS-040. O buraco estava tampado com um tambor e um pedaço de madeira.

Conforme os bombeiros, o corpo foi encontrado com tênis vermelho, calça arreada, sem camiseta e apresentava um corte. Em cada braço havia uma tatuagem, uma tribal e a outra a grafia de um nome. Com o corpo foi encontrado cerca de cinco pen drives, um carregador de celular e cédula de dinheiro em decomposição.

Segundo o capitão Bruno Vilela, a retirada do corpo do poço foi difícil. O local tem 4 metros de profundidade por 1 metro de diâmetro, dificultando a movimentação dentro do poço. Foram necessárias três tentativas para amarrar o corpo e puxar com uma corda. O calor e o odor também foram obstáculos mesmo utilizando-se de roupa especial e cilindro de oxigênio.

O delegado Thiago Macedo, da 4ª Delegacia de Polícia, comentou que a investigação começou agora e a identificação não será fácil, principalmente pelo rosto desfigurado. Uma das linhas de investigação é a possibilidade de homicídio. “Impossível que alguém tenha caído”.



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