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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Junho de 2018

22/05/2011 14:44

Acontece neste domingo a 6ª edição dos Jogos Urbanos Indígenas

Ana Paula Carvalho

Indígenas das etnias Terena, Guarani-Kaiowá, Guató e Kadwéu participam do evento.

Com pira acesa, mais de 200 indígigenas participam de jogos. (Foto: Simão Nogueira)Com pira acesa, mais de 200 indígigenas participam de jogos. (Foto: Simão Nogueira)

A 6ª edição dos Jogos Urbanos Indígenas Campo-Grandense acontece neste domingo, no Parque do Sóter. Ao todo, serão mais de duzentos participantes representando as etnias Terena, Guarani-Kaiowá, Guató e Kadwéu.

Segundo o chefe da Divisão de Esporte e Lazer da Funesp (Fundação Municipal do Esporte), Luiz Soares Garcia Júnior, o objetivo dos jogos é fazer a integração com os indígenas e estimulá-los a participar dos jogos. “Os jogos nos permitem fazer a integração dos indígenas que moram em Campo Grande”, diz.

“Os Jogos Urbanos Indígenas servem como fator de motivação e este povo que muito fez e que contribui para o fortalecimento do país”, esse foi o discurso de abertura para este evento que tenta manter a tradição viva entre descendentes de indígenas.

Para Adierson Venâncio Mota, representante das comunidades indígenas, as 18 comunidades que compareceram ao Parque do Sóter não estão ali apenas para competir. “É uma confraternização do povo indígena. Os jogos vêm para discutir como vive a comunidade indígena em Campo Grande”, afirma.

Cada ano aumenta o número de comunidades participantes, no ano passado eram 15, esse ano esse número subiu para 18 e, segundo o presidente da Funesp, é isso que dá continuidade aos jogos. “Isso nos motiva a manter as atividades durante todo o ano”, diz Carlo Alberto Assis.

O índio Terena Uilton Henrique de Souza, 19 anos, é tricampeão na modalidade arco e flecha. O adolescente já representou Mato Grosso do Sul nos jogos de Paragominas no Pará, ficando em oitavo lugar na competição nacional. Ele diz que nunca fez aula. “Eu aprendi sozinho. Ficava treinando no quintal de casa”, afirma.

Os atletas participam das disputas de arco e flecha, cabo de guerra, atletismo/corrida (1500 m/masculino e 800 m/feminino), futebol society, lança e vôlei de praia.

Comunidades: Feira Indígena, Indubrasil, Jardim Anache, Marçal de Souza, Tiradentes, Dalva de Oliveira, Tarsila do Amaral, São Conrado, Darci Ribeiro, Núcleo Ceramista, São Jorge da Lagoa, Água Bonita, Acadêmico Indígena, Vivenda do Parque, Jardim Aeroporto, Estudante Indígena, Jardim Itamaracá e Estrela do Amanhã.

Índigenas disputam modalidades como Futsal. (Foto: Simão Nogueira)Índigenas disputam modalidades como Futsal. (Foto: Simão Nogueira)
Vestida com trajes tradicionais, a pequena Vitória carrega orgulhosa a placa da comunidade onde vive. (Foto: Simão Nogueira)Vestida com trajes tradicionais, a pequena Vitória carrega orgulhosa a placa da comunidade onde vive. (Foto: Simão Nogueira)


Imagina se os indios ficassem apenas na ideia de arco e flecha, as coisas mudam e a forma de vida indigena também muda em algumas tribos, ou vc acha que eles deveriam vir pra cidade pelados, pintados com seus arcos fazendo a dança da chuva, novos conceitos fazem parte da vida caro Milton.
 
Oswaldo Benites em 23/05/2011 12:13:41
Isso é uma afronta a historia. primeiro que os indios terena nunca usarão arco e flexa. Ai se percebe o quanto esses indios não são mais indio e nos não sabemos o que são.
 
Milton Cesar de Oliveira em 22/05/2011 08:15:49
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