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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

24/03/2011 08:13

Acusado de dar fuga a filho de policial pode ter ação suspensa

Nadyenka Castro

Audiência será hoje

Está marcada para as 14 horas desta quinta-feira a audiência para tratar da suspensão do processo em que Lineker Luiz Vazes Fernandes é acusado de dar fuga a Guilherme Henrique Santana de Andréa, que matou o funcionário público Ítalo Marcelo de Brito Nogueira, de 27 anos, em junho do ano passado, em Campo Grande.

Após ouvir o réu, o juiz responsável pelo caso, Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, irá decidir se mantém a ação penal contra Lineker, ou se suspende o processo.

A decisão pode ser proferida logo após a audiência ou dias depois. Se a ação penal for suspensa, Lineker deverá prestar serviços comunitários. Caso contrário, ele poderá ser condenado por favorecimento pessoal e pegar de um a seis meses de detenção.

Como o crime é de menor potencial ofensivo e ele não teve participação no homicídio, o MPE (Ministério Público Estadual) requereu a transação penal do processo.

Para que a ação seja extinta, o responsável deve cumprir à risca o acordo comprovando a situação à Justiça.

O caso- Guilherme é acusado de matar Ítalo com um tiro acidental disparado de uma espingarda pertencente a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública). A arma estava sob a cautela do pai dele, o policial civil Pedro Vladimir de Andrea, o qual também estava no local do crime.

Vítima e autor participavam de uma festa em uma residência e em um determinado momento Guilherme pegou a arma do pai e então houve o disparo acidental que matou Ítalo.

Testemunhas disseram que o filho do policial havia ingerido bebidas alcoólicas e também que ficou mostrando a arma para as pessoas que lá estavam.

Ítalo trabalhava no Detran e era estudante de Direito na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Acusação- Guilherme responde por homicídio doloso (com intenção de matar). A acusação entendeu que ele assumiu o risco de matar ao manusear a arma. O pai dele, Pedro Vladimir responde a processo na 3ª Vara Criminal e respondeu a sindicância na Polícia Civil, pois estava com viatura sem estar em serviço.

A família de Ítalo contratou advogado para atuar como assistente de acusação do MPE. Edgar de Souza Gomes é o profissional contratado. Ele declarou que será verificado, após a oitiva das testemunhas, cuja data ainda não foi marcada, a possibilidade de denunciar também o policial civil pelo homicídio.

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Definitivamente a Justiça não é cega por estas bandas aqui...
 
Jully Telles em 24/03/2011 09:34:00
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