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Capital

Acusado de matar jovem que correu e implorou pela vida alega legítima defesa

Rapaz de 27 anos procurou a 4ª DP e apresentou faca que usou no crime

Por Dayene Paz | 14/09/2021 14:57
Vítima entrou em casa que não tinha muro, mas foi seguida pelo criminoso. (Foto: Ana Beatriz Rodrigues) 
Vítima entrou em casa que não tinha muro, mas foi seguida pelo criminoso. (Foto: Ana Beatriz Rodrigues)

Maycon Gonçalves, de 27 anos, acusado de matar Glenavan Mendes Bercocana, de 32 anos, se apresentou na delegacia de Polícia Civil, em Campo Grande, nesta segunda-feira (13). Para o delegado Nilson Friedrich, da 4ª delegacia, ele alegou legítima defesa, pois a vítima o teria ameaçado. O autor foi indiciado pelo crime de homicídio simples.

Nilson explicou que ouviu várias testemunhas sobre o caso, que ocorreu na tarde do dia 3 de setembro, uma sexta-feira, no Bairro Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O autor de 27 anos se apresentou na delegacia, acompanhado do advogado, onde foi ouvido e apresentou a faca utilizada no crime.

Em sua versão, o assassino alega que já teria sido ameaçado pela vítima, que morava ao lado de sua residência. "A vítima alugava um imóvel da mãe do autor, que ficava ao lado. Eles já tinham uma desavença e alegou que estava sofrendo ameaças", explicou o delegado.

Na data dos fatos, os dois haviam discutido por causa de uma dívida. "Ele afirma que a vítima saiu do local afirmando que iria matá-lo", revela o delegado. Então, temendo as ameaças, foi atrás de Glenevan e desferiu a facada.

O suspeito já tem passagens na polícia por violência doméstica e roubo, quando adolescente. Ele foi ouvido na delegacia e como não estava em situação de flagrante, foi liberado.

O crime - O crime aconteceu no Bairro Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e a vítima chegou a invadir uma casa para se esconder, no entanto, foi perseguida e morta. Antes de morrer, Glenavan teria implorado pela vida. "Vou pagar o que eu devo, não me mata", disse ao criminoso.

Autor e vítima discutiram em um local frequentado por usuários de drogas. Quando notou que seria atacado, ele correu por duas quadras e chegou a invadir uma casa que não tinha muro na frente, na tentativa de se esconder, apesar disso, foi perseguido e atingido por uma facada próxima ao ombro, na região do tórax.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ele morreu antes que pudesse ser socorrido. A perícia constatou que, além da facada no ombro, ele apresentava ainda um ferimento de defesa na mão.

(Com colaboração de Ana Beatriz Rodrigues)

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