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Capital

Assassino de subtenente também é réu por armazenamento de pornografia infantil

Informação consta em decisão sobre pedido de habeas corpus que negou liberdade ao preso

Por Lucia Morel | 06/06/2026 11:22
Assassino de subtenente também é réu por armazenamento de pornografia infantil
Gilberto Jarson, de 50 anos, no dia em que foi preso. (Foto: Paulo Francis)

A 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou, por unanimidade, o pedido de liberdade para Gilberto Jarson, de 50 anos, réu pelo assassinato da subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, em abril deste ano. Além de responder pelo crime de feminicídio e por porte ilegal de arma de fogo, as investigações apontam que o suspeito também é investigado pelo crime de armazenamento de pornografia infantil no mesmo processo. A decisão em pedido de habeas corpus indica que ele foi flagrado com conteúdo de pornografia infantil no dia do crime, mas não dá detalhes.

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Gilberto Jarson, de 50 anos, preso pelo assassinato da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, teve o pedido de liberdade negado por unanimidade pela 3ª Câmara Criminal do TJMS. Ele responde por feminicídio, porte ilegal de arma e armazenamento de pornografia infantil. O tribunal manteve a prisão preventiva por risco à ordem pública e à instrução processual.

A decisão judicial barra a tentativa da defesa de transferir o investigado para o regime domiciliar ou aplicar outras medidas alternativas, mantendo a prisão preventiva por tempo indeterminado. A defesa do acusado alegou que ele corria risco de sofrer agressões dentro do sistema prisional e sustentou que o cliente possuía condições pessoais favoráveis para responder ao processo em liberdade, como o fato de ter residência fixa, profissão lícita e não registrar antecedentes criminais anteriores.

O relator do caso, desembargador Zaloar Murat Martins de Souza, rejeitou os argumentos apresentados pelos advogados Fernando dos Santos Melo e Jeferson Aparecido Soares da Silva. No entendimento do magistrado, a manutenção do isolamento social do investigado é necessária para a garantia da ordem pública e para a conveniência da instrução do processo, que é a fase em que as provas e depoimentos são colhidos pela Justiça.

Para o tribunal, deixar o acusado em liberdade representaria um risco real para a coleta de depoimentos, com a possibilidade de influência indevida sobre as testemunhas ou destruição de elementos importantes para o caso. O magistrado também destacou que o temor genérico de ameaças à integridade física no presídio não justifica a soltura, cabendo à própria administração penitenciária adotar as medidas de segurança interna necessárias para proteger o preso.

Caso - O crime ocorreu em abril de 2026, no Conjunto Habitacional Estrela Dalva, em Campo Grande, e causou forte comoção por se tratar de uma das pioneiras da Polícia Militar feminina no Estado, que atuou na antiga Companhia Florestal e trabalhava no Comando-Geral da corporação. Marlene de Brito Rodrigues foi encontrada morta de farda, caída perto da janela da sala da residência onde morava com o companheiro.

No dia do crime, um policial militar que passava pela região ouviu o estampido do disparo e entrou na residência. Ele flagrou Gilberto Jarson na sala com o revólver de calibre 38 nas mãos enquanto fazia ligações telefônicas. Ao checar o histórico do aparelho celular do suspeito, os policiais constataram que ele havia telefonado para a Polícia Militar, para o próprio cunhado e para o seu advogado de defesa logo após o tiro que atingiu a subtenente.

Durante os primeiros depoimentos na delegacia, o homem apresentou histórias contraditórias para tentar se livrar do flagrante. Inicialmente, ele afirmou que estava no quintal cobrindo uma motocicleta com uma lona e que não viu quando a companheira pegou a arma. Logo em seguida, mudou a versão e justificou que suas mãos poderiam ter vestígios de pólvora porque ele teria entrado em luta corporal com a vítima para tentar segurar a mão dela e evitar o disparo.

As versões do suspeito foram contestadas por testemunhas e vizinhos do casal que foram ouvidos logo após a ocorrência. Os moradores da região relataram aos investigadores que o casal mantinha um histórico de brigas frequentes e barulhentas, e confirmaram que, em datas anteriores ao assassinato, já tinham escutado gritos com pedidos de socorro vindos de dentro da casa da subtenente.

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