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Capital

Presa pela PF diz que advogado a procurou para sacar salário-maternidade

Grupo usava documentos falsos para conseguir benefício e teve mais de R$ 32 mil apreendidos

Por Ana Paula Chuva | 14/05/2026 10:41
Presa pela PF diz que advogado a procurou para sacar salário-maternidade
Policial federal durante ação em agência bancária (Foto: Ilustrativa | Divulgação | PF)

Presa pela PF (Polícia Federal) na terça-feira (12), alegou ter sido procurada por advogado para sacar salário-maternidade indígena. Além dela, o profissional e mais duas mulheres foram capturadas em flagrante pelo esquema de fraude no benefício. Três foram capturados em agência bancária na região central de Campo Grande no mesmo dia e com eles foram apreendidos R$ 32.610,00 em espécie.

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A Polícia Federal prendeu quatro pessoas em Campo Grande por fraude no salário-maternidade indígena. O advogado Marcos Arruda dos Santos usava documentos falsos para atestar condição indígena de clientes junto ao INSS. Foram apreendidos R$ 32.610,00 em espécie, quatro celulares e um caderno com anotações. O advogado teve a advocacia suspensa por 180 dias e deverá usar tornozeleira eletrônica.

Na manhã de terça-feira, foram presos o advogado Marcos Arruda dos Santos, Irene Tamilys de Abreu e Giovana Alves de Lima. A investigação apontou que os três primeiros suspeitos usavam documentos falsos para atestar condição de indígena para liberar o pagamento dos benefícios junto do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

A Polícia Federal prendeu os três em flagrante logo após os saques na agência bancária. Com Marcos, os policiais apreenderam R$ 22.420,00; com Irene, R$ 6.190,00; e com Giovana, R$ 4 mil. A PF levou o trio para a sede em Campo Grande.

Em depoimento, Giovana afirmou que não é indígena e que o advogado a procurou dizendo que ela teria direito ao benefício, ficando ele responsável por dar entrada no requerimento. Irene também admitiu que não possui condição de indígena. Já o advogado optou por permanecer em silêncio.

Além do dinheiro, a PF apreendeu quatro celulares e um caderno com anotações que devem auxiliar na identificação de outros possíveis beneficiários do esquema.

O trio passou por audiência de custódia na quarta-feira e o juiz federal Felipe Alves Tavares concedeu liberdade provisória a todos, com medidas cautelares. Marcos teve o exercício da advocacia suspenso por 180 dias. Ele ainda deve ser monitorado por tornozeleira eletrônica e pagar fiança de R$ 10 mil.

Irene também será monitorada com tornozeleira eletrônica por 6 meses. O magistrado considerou a medida necessária porque ela já foi condenada por tráfico de drogas. Já Giovana, por ser ré primária, não precisa de tornozeleira, mas está proibida de sair da cidade por mais de 10 dias.

O juiz autorizou o afastamento do sigilo de dados dos aparelhos telefônicos apreendidos para que a Polícia Federal possa prosseguir com a investigação e identificar se há outros envolvidos na fraude previdenciária.

Quarta prisão

Na quarta-feira, policiais prenderam em flagrante uma quarta mulher envolvida no esquema enquanto ela realizava o saque do benefício em uma agência bancária na região central da Capital.

De acordo com a PF, ela tem relação com o trio preso no dia anterior e com a investigação sobre fraudes previdenciárias. Os valores sacados foram apreendidos.