Homem é morto com facada no coração em bairro com tensão estampada no muro
Vítima estava sem documentos e autor ainda não foi encontrado; caso é investigado
Um homem, ainda não identificado, foi assassinado a facada na madrugada desta quinta-feira (14), no Jardim Nhanhá, em Campo Grande. O crime aconteceu na Rua Eduardo Perez por volta das 4h. A região reúne muitos usuários de drogas e vive sob tensão.
RESUMO
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Homem não identificado foi assassinado a facada na madrugada desta quinta-feira (14) no Jardim Nhanha, em Campo Grande. O crime ocorreu na Rua Eduardo Perez por volta das 4h. A vítima foi encontrada pela PM sem sinais vitais e o Samu constatou a morte às 4h30. A perícia identificou perfuração no coração. Câmeras de cinco residências podem ter registrado o crime. Nenhum suspeito foi preso. O caso foi registrado como homicídio simples na Depac Cepol.
De acordo com o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de lesão corporal. Ao chegar ao endereço, a equipe encontrou a vítima caída ao solo e já sem sinais vitais. Uma moradora da região relatou aos policiais que ouviu uma briga e, ao olhar pela janela, visualizou o homem ferido.
Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi ao local e constatou a morte às 04h30. Segundo a perícia médica, a vítima apresentava uma perfuração por arma branca diretamente na região do coração.
Investigadores do GOI (Grupo de Operações Investigativas) e a perícia técnica realizaram levantamentos na área. Foram identificadas câmeras de segurança em pelo menos cinco residências próximas que podem ter registrado a dinâmica do crime ou a fuga do autor.
No entanto, nenhum suspeito foi preso até o momento e a arma utilizada no homicídio não foi localizada.
O corpo foi removido e encaminhado ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). O caso foi registrado como homicídio simples na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.
Insegurança
Ao Campo Grande News, os moradores da região relataram um cotidiano marcado pela insegurança e pela naturalização da violência no bairro. Segundo eles, a sensação comum é de que a criminalidade se tornou parte da rotina. Em um dos muros, recado é direto para quem usa drogas: "não fuma aqui, não sentar, sujeito a tomar uma takaá (sic)"
"Infelizmente, acostumei com o crime", afirma uma atendente de restaurante de 32 anos, que saía de casa por volta das 7h. À equipe de reportagem, ela relatou que, devido à jornada de trabalho, chega em casa apenas à noite e evita circular pelas ruas, mas demonstra preocupação constante com as duas filhas que ficam na residência.
"Pra quem é trabalhador é preocupante. Escuto gente gritando, vejo muita movimentação policial. É apavorante", resume.
A moradora aponta ainda que a dinâmica do bairro é ditada pelo tráfico, mencionando que em certos locais há avisos de "proibido sentar" em paredes, indicando o domínio de pontos de venda de drogas.
O sentimento é compartilhado por um empresário de 46 anos, morador do bairro há quase duas décadas. Para ele, a violência no Jardim Nhanhá é um problema histórico que atravessa gestões. "Não tem investimento. Acordar e ter um esfaqueado na porta não é normal, mas aqui acabou ficando", lamenta.
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