Clínica é notificada por remédio vencido e prescrição de terapia hormonal
Operação foi desencadeada após denúncia na Vigilância Sanitária; médico nega irregularidades
A Clínica Canela, especializada em emagrecimento, foi notificada durante operação realizada hoje, após equipes do Procon, Vigilância Sanitária e CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) identificarem irregularidades, como medicamentos vencidos e prescrição inadequada de terapia hormonal.
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A Clínica Canela, especializada em emagrecimento, foi notificada após operação do Procon, Vigilância Sanitária e CRM-MS identificar irregularidades, como medicamentos vencidos, prescrição inadequada de terapia hormonal e ausência de alvará. O Procon apura possível venda casada de medicamentos. O proprietário, Jonathas Canela, negou irregularidades e afirmou que os produtos possuem procedência e seguem normas da Anvisa.
A operação foi desencadeada nesta manhã, após denúncia encaminhada à Vigilância Sanitária. O trabalho foi realizado na sede da clínica, na Rua Joaquim Murtinho. A assessoria do Procon listou as irregularidades encontradas durante a vistoria.
A equipe do CRM identificou medicamentos antiarrítmicos vencidos, insumos faltantes no carrinho de emergência, prescrição inadequada de terapia hormonal e publicidade que, segundo o órgão, induz o paciente ao erro ao divulgar especialidade não reconhecida.
A Vigilância Sanitária ainda avalia se houve aquisição e dispensação irregular de produtos, mas já identificou medicamentos vencidos, sem detalhar quais seriam.
Já o Procon apura possível venda casada. Segundo o órgão, o cliente não teria opção de escolher onde comprar o medicamento, que acabaria sendo manipulado pela própria clínica. O órgão também informou não ter localizado alvará de funcionamento ou comprovante de pedido de renovação do documento.
A assessoria informou que a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) foi acionada para realizar perícia nos medicamentos armazenados no depósito.
Inicialmente, o médico Jonathas Canela, proprietário da clínica, negou irregularidades e afirmou que não trabalha com produtos clandestinos. Segundo ele, “todos os medicamentos utilizados possuem procedência, rastreabilidade, documentação e seguem as normas dos órgãos competentes, incluindo Anvisa, Vigilância Sanitária e demais instituições responsáveis pela fiscalização sanitária no país”.
Após a fiscalização, em novo contato, Jonathas Canela afirmou que os medicamentos não estão vencidos e que a validade expira neste mês. A assessoria acrescentou que divulgará nota oficial sobre a operação e as irregularidades apontadas.
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