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Capital

Agência abre salão de beleza em presídio da Capital

Iniciativa voltada à população LGBTQIAPN+ oferece qualificação e amplia oportunidades de renda

Por Ketlen Gomes | 21/04/2026 17:35
Agência abre salão de beleza em presídio da Capital
Salão de beleza inaugurado no Instituto Penal de Campo Grande, para internos na instituição. (Foto: Divulgação)

Na última semana, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) inaugurou o “Salão de Beleza Expressão da Liberdade” no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). A iniciativa é um projeto, que visa a qualificação profissional e a ressocialização de pessoas privadas de liberdade, voltada especialmente à população LGBTQIAPN+ custodiada na unidade, mas também atende os demais internos.

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A Agepen inaugurou o "Salão de Beleza Expressão da Liberdade" no Instituto Penal de Campo Grande, voltado à qualificação profissional e ressocialização de presos, com foco na população LGBTQIAPN+. O espaço oferece serviços como corte de cabelo, unhas e maquiagem, com materiais doados pelo Instituto Ação pela Paz. A Agepen também anunciou a ampliação do projeto "Som da Liberdade", que usa a música como ferramenta terapêutica.

O espaço foi estruturado para oferecer capacitação na área da beleza, ampliando possibilidades de geração de renda e reinserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena. Entre os serviços ofertados estão corte de cabelo, barbearia, unhas em gel, maquiagem e outros cuidados estéticos. A formação será realizada em parceria com outras instituições.

O salão foi equipado com materiais doados pelo Instituto Ação pela Paz e insumos obtidos com apoio da Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+. A Agepen também anunciou a ampliação do projeto “Som da Liberdade”, que utiliza a música como ferramenta terapêutica e de desenvolvimento pessoal.

Segundo o diretor do IPCG, Leoney Martins Barbosa, as ações seguem diretriz institucional voltada à humanização do sistema prisional. O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, afirmou que iniciativas desse tipo buscam garantir oportunidades de reconstrução de trajetórias. Ele também destacou o pioneirismo de Mato Grosso do Sul na adoção do nome social nos registros do sistema prisional.

Representando os participantes, uma custodiada destacou que a iniciativa oferece dignidade no presente e esperança para o futuro, diante das dificuldades enfrentadas fora do sistema prisional. "Muitas vezes, as oportunidades nos são negadas simplesmente por quem somos. Esse projeto traz dignidade no presente e esperança no futuro", comentou.

A subsecretária estadual de Políticas Públicas LGBTQIA+, Mikaella Lima Lopes, afirmou que a falta de oportunidades está diretamente ligada à vulnerabilidade social e defendeu a ampliação de políticas públicas. "Se essas portas tivessem sido abertas antes, talvez muitas dessas pessoas não estivessem aqui hoje. Por isso, é essencial investir em políticas públicas dentro e fora do sistema prisional", destaca.

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