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Capital

Alvo da polícia foi capturado compartilhando imagens de crianças sendo abusadas

Nesta quarta-feira, dois homens foram alvos da polícia em operação contra abuso sexual infantil

Por Dayene Paz e Bruna Marques | 18/05/2022 09:58
Delegado Marcelo e delegada Fernanda, da Depca, que deflagraram operação hoje. (Foto: Henrique Kawaminami)
Delegado Marcelo e delegada Fernanda, da Depca, que deflagraram operação hoje. (Foto: Henrique Kawaminami)

Ao cumprir mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (18), durante a Operação Predador, em Campo Grande, a Polícia Civil flagrou o momento em que um dos alvos, morador do Jardim Noroeste, compartilhava na internet imagens de abuso sexual infantil. Ele foi preso em flagrante e teve materiais, como computador e celulares, apreendidos.

A Operação Predador faz parte da campanha "Maio Laranja", em alusão Dia Nacional de Combate a Exploração Sexual Infantil. Policiais da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) saíram às ruas para cumprir dois mandados de busca e apreensão. Os dois alvos já eram investigados pelo setor de inteligência da polícia, que constatou compartilhamento e armazenamento de abuso infantil.

O que chama a atenção da polícia é o profundo conhecimento que os dois alvos tinham de computação e a grande quantidade de imagens mostrando crianças menores de 12 anos sendo abusadas sexualmente. "No caso do preso no Jardim Noroeste, ele estava baixando muito conteúdo, sempre ativo. Baixava material de exploração e abuso sexual infantil e tinha muita criança nos vídeos, de menos de 12 anos, de 3, 6, tinha muito material", revelou a delegada Fernanda Mendes.

O morador do Noroeste é professor de Educação Física e, atualmente, trabalha como motorista de aplicativo. Com ele, a Depca apreendeu 17,5 gigabytes de material. "Trabalhava à noite e ficava de dia em casa, já a esposa trabalhava de dia e ficava a noite em casa. No momento que chegamos nesta manhã, ele estava compartilhando pornografia infantil", afirma.

Celulares apreendidos durante cumprimento de mandados. (Foto: Henrique Kawaminami)
Celulares apreendidos durante cumprimento de mandados. (Foto: Henrique Kawaminami)

O homem é casado há 15 anos e não tem filhos. A polícia constatou que esposa não tem envolvimento com o crime e nunca desconfiou. "Eles usavam o mesmo computador, mas com logins diferentes. Ela foi ouvida como testemunha."

Já o outro alvo é morador do Bairro Coophavila, designer gráfico, casado e pai de dois filhos menores. O Serviço de Inteligência apurou que ele estava baixando muito material de pornografia infantil. "Com ele, tinha 50 gigas de material de abuso sexual infantil. O computador será periciado e pode ser que haja mais conteúdo", afirma o delegado Marcelo Damasceno. Os filhos dele, crianças de 7 e 9 anos, foram ouvidos no setor psicossocial da delegacia especializada, não sendo constatado qualquer tipo de abuso.

Preso no Bairro Coophavila chegando na Depca. (Foto: Henrique Kawaminami)
Preso no Bairro Coophavila chegando na Depca. (Foto: Henrique Kawaminami)

Os dois presos não têm passagens pela polícia. "Isso confirma que esse criminoso não tem rosto", ponderou a delegada Fernanda. Ela também destacou que, contrário do que é pensado por esses criminosos, a polícia consegue identificar quem baixa imagens de abuso infantil. "No mundo online, as pessoas acreditam que estão não identificadas, sozinhas, isoladas, mas não, a polícia consegue identificar e localizar esses autores que baixam material de abuso sexual infantil. Nós temos várias ferramentas de inteligência que identificam precisamente cada um dos alvos."

Os dois alvos foram presos em flagrante por armazenar, que é um crime permanente e autônomo, e compartilhar material de abuso sexual infantil. O crime de armazenar varia de 1 a 4 anos de prisão, já disponibilizar e compartilhar, de 3 a 6 anos. A polícia representará pela prisão preventiva dos dois.

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