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Capital

Após morte, 170 funcionários e idosos do Asilo São João Bosco são testados

Testagem em massa, em parceria com a UEMS, estava prevista para ser realizada antes de óbito

Por Tainá Jara | 15/07/2020 16:35
Foram aplicados testa rápidos nos idosos do Asilo São João Bosco (Foto: Divulgação/SES)
Foram aplicados testa rápidos nos idosos do Asilo São João Bosco (Foto: Divulgação/SES)

Testagem em massa foi feita ao longo desta quarta-feira entre os 170 funcionários e idosos moradores do Asilo São João Bosco, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. A iniciativa acontece depois da primeira morte por covid-19 ter ocorrido entre os atendidos pela instituição, no início da semana, quando o aposentado Lídio Chamorro, de 67 anos, faleceu.

A ação, realizada pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) em parceria com a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), começou às 13h e estava prevista para acontecer antes dos óbitos, quando ainda não havia casos suspeitos da doença.

Ontem, 12 idosos que apresentam sintomas tiveram mostras de swabt RT-PCR (cotonete) coletadas pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e foram colocados em isolamento.

Na iniciativa de hoje, foram utilizados testes rápidos e até o final da tarde haviam apenas resultados negativos. O exame foi aplicado em 105 funcionários e 65 idosos residentes.

O Asilo São João Bosco é a nona instituição de longa permanência pela qual a ação passa, desde o início da pandemia. Até então, haviam sido testadas 243 pessoas em 8 instituições.

Equipes da SES e da UEMS coletaram mostras para testar idosos e funcionários do Asilo São João Bosco (Foto: Divulgação/SES)
Equipes da SES e da UEMS coletaram mostras para testar idosos e funcionários do Asilo São João Bosco (Foto: Divulgação/SES)

Pesquisa e extensão - O objetivo do projeto é rastrear o contato por covid-19 entre os idosos institucionalizados, profissionais e colaboradores das instituições.

A SES realiza a aplicação de testes rápidos nas instituições e também orienta gestores e profissionais das instituiçãoes de longa permanência para idosos quanto as medidas preventivas e necessárias para o enfrentamento da doença. Além disso, um levantamento sobre as necessidades das ILPIs, frente a pandemia, está sendo realizado por meio de um questionário online.

A ação foi uma iniciativa dos docentes de Medicina da UEMS e técnicos da SES. Os acadêmicos participantes do projeto de pesquisa e extensão, supervisionados pelos docentes, já realizaram as atividades do projeto em instituições de longa permanência nos municípios de Campo Grande, Dourados e Caraapó.

O projeto conta com colaboradores das Unidades de Respostas Rápida dos municípios de Campo Grande e Dourados, para a realização dos testes swab. O Conselho Municipal do Idoso também apoia as atividades.