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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

12/07/2014 10:55

Após polêmica com MPE, diretora se precavê e volta a fazer festa junina

Filipe Prado
Depois da denúncia de 2013 a professora se precaveu e realizará a festa este ano (Foto: Marcelo Victor)Depois da denúncia de 2013 a professora se precaveu e realizará a festa este ano (Foto: Marcelo Victor)

Um ano após a festa julina da Escola Municipal José Mauro Messias da Silva, que foi denunciada ao MPE (Ministério Público Estadial) por suposto assédio moral e desvio de bens, a diretora da escola, Dinalva Domingos Morais, voltou a realizar o evento e agora tem o consentimento dos pais para realizar a gincana de arrecadação de alimentos.

De acordo com a denúncia fixada no MPE em agosto de 2013, Dinalva supostamente obrigou os alunos a “arrecadar alimentos, brindes e dinheiro” pelo bairro, com a alegação de montar cestas básicas para doar aos mais carentes do bairro.

Alegando a repetição dos atos, uma moradora do Bairro Moreninhas IV, que não quis se identificar, relatou que as crianças da escolas mais uma vez foram obrigadas a pedirem alimentos pelo bairro para a realização da festa julina, no dia 5 de julho.

O Campo Grande News percorreu o bairro e conversou com mães e moradores da região, mas eles afirmaram que os alunos da escola não tem passado pelas residências pedindo alimento.

A diretora Dinalva junto com o conselho da APM (Associação de Pais e Mestres), responsável pela festa, revelou que este ano se precaveu com todos os meios legais para realizar o evento. “Nós não queríamos fazer a festa, mas no final nos reunimos e decidimos fazer”, comentou.

Ela explicou que os 1200 mil alunos, como em todos os anos, pedem ingredientes aos pais, para que os quitutes da festa sejam fabricados. Agora, para evitar outras denúncias, a diretora enviou aos pais dos estudantes uma autorização onde eles aprovam a doação à escola.

“Solicitamos à família que contribuam para a escola. Para a população nós também pedimos a contribuição, mas somente os professores pedem para os moradores do bairro”, explicou Dinalva.

 

A diretora mostrou a autorização com a lista de ingredientes (Foto: Marcelo Victor)A diretora mostrou a autorização com a lista de ingredientes (Foto: Marcelo Victor)

Na denúncia do MPE, a denunciante afirmou que última feira cultural, a diretora teria “obrigado os professores” a doar brindes para a pescaria e, mesmo assim, cobrou dos alunos para participar da brincadeira, porém os professores da escola negaram a acusação. “Me sinto incomodada com isso. Meu filho estuda aqui. Sabemos que essas acusações não são reais”, admitiu a professora Helena de Lima Henrique, 37 anos, que trabalha na escola desde julho de 2010.

“É constrangedor. Estou indignada com estas acusações. Constantemente me perguntam sobre essas coisas da escola”, confessou a professora Ivete Ramos, 45.

A coordenação da festa, composta por nove pessoas, assegurou que as crianças ganham prêmios no final da gincana, pois cada alimento trazido soma uma pontuação para a sala, assim as duas turmas que fizerem mais pontos ganharam um passeio e um lanche coletivo.

“Tudo é de comum acordo. Na hora do passeio, até os pais ajudam”, acrescentou Dinalva.

As crianças já começaram a ensaiar para a festa (Foto: Marcelo Victor)As crianças já começaram a ensaiar para a festa (Foto: Marcelo Victor)
Após polêmica com MPE, diretora se precavê e volta a fazer festa junina


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