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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

15/06/2011 08:46

Após um ano, Jorge Martins se demite e deixa comando da Santa Casa

Aline dos Santos

“Fiz o impossível, mas milagre não tenho capacidade de fazer”

Em carta de seis páginas, Martins comunicou demissão ao prefeito. (Foto: Simão Nogueira)Em carta de seis páginas, Martins comunicou demissão ao prefeito. (Foto: Simão Nogueira)

“Fiz o impossível, mas milagre não tenho capacidade de fazer”. A declaração é de Jorge Martins que deixa nesta quarta-feira, depois de um ano, o comando da junta interventora da Santa Casa.

A carta de seis páginas com o pedido de demissão foi encaminhada ao prefeito Nelsinho Trad (PMDB) há dois meses. “Fiquei aguardando 60 dias, mas não chegou ninguém”, relata.

Martins justifica que não pôde fazer em 11 meses o que não foi feito em seis anos de intervenção no hospital. “Nesse período, eu vi que a população, a mídia e os próprios gestores têm uma visão equivocada a respeito da Santa Casa. Essa visão que responsabiliza a Santa Casa desvia o foco da má gestão na saúde do Estado todo. Vem tudo para cá. Em vez de ser agradecida, por resolver os problemas, é atacada”, enfatiza Martins.

Na despedida, ele elogia o corpo clínico e funcionários do hospital. “O hospital funciona comigo ou sem mim. Funciona sem presidente, sem diretor. Sempre funcionou. Graças ao corpo clínico e aos funcionários”, afirma.

Jorge Martins revela que a gota d’água foi a visão equivocadas sobre o hospital, aliada às críticas quanto à gestão na Santa Casa. “Frutos de uma imensidão de desinformações, que nas bocas dos gritões de plantão soam como se fossem verdade”.

Neste último dia de trabalho, ele frisa que já se desligou do comando do hospital, mas pretende recepcionar o novo gestor, que ainda será indicado. “Para que não aconteça como aconteceu comigo. Quando entrei, o diretor geral do hospital tinha viajado para o Líbano e o meu antecessor não deixou uma folha de papel”, recorda. Antes de Martins, a junta interventora era presidida por Pedro Chaves.

Quanto ao futuro, Martins, que tem 67 anos e comandou secretarias no Estado e em Campo Grande, afirma que ainda avaliará o que vai fazer. De pronto, ele só afasta a possibilidade de disputar cargo em eleição. Martins foi vereador por oito anos.

Há anos, a Santa Casa vive no centro de denúncias de caos e sucateamento. Nesta quarta-feira, seria realizada uma audiência no MPT (Ministério Público do Trabalho) para assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), com proposta para resolver os problemas.

Porém, a reunião foi cancelada porque o governo do Estado, que também integra a administração do hospital, se nega a assinar o documento.



tenho saudades de quando a santa casa era administrada pelas freiras, isso a muitos anos atrás não me lembro de ter esses abusos de má administração ou desvios de recursos.
 
maria nascimento em 15/06/2011 10:55:13
É um absurdo o que fazem com o dinheiro público, esse hospital esta um verdadeiro CAOS e não é de hoje. Quando um parente precisa ir para Santa Casa me dá até dor no peito, pois tememos que não saia vivo de lá. Por que ao invés do nosso Excelentíssimo Governador do Estado gastar 80 milhões para construir um aquário, não gaste este dinheiro para tentar tirar esse hospital do "fundo do poço". Infelizmente saúde não é emergêncial e nem prioridade para os nossos governantes, até porque se algum deles passarem mal, irão imediatamente para os grande centros onde se encontram os melhores hospitais particulares, pq sabem se forem para a Santa Casa é capaz de morrerem.
 
Ana Rosalva em 15/06/2011 10:15:41
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