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Capital

Asilo se defende ao ser confundido com entidade onde há suspeita de maus-tratos

Representante do Aconchego da Vovó informou à polícia que até ameaças recebeu devido confusão de nomes

Por Lucia Morel | 25/11/2021 16:08
Na foto, entidade que não está sendo investigada. (Foto: Reprodução Google Maps)
Na foto, entidade que não está sendo investigada. (Foto: Reprodução Google Maps)

Asilo localizado na Vila Planalto, em Campo Grande, apresentou pedido de preservação de direto depois de ser confundido com a Casa do Aconchego, local onde a dirigente é investigada por maus-tratos aos idosos assistidos. Representante do Aconchego da Vovó informou à polícia que até ameaças recebeu.

Em boletim de ocorrência, responsável pelo asilo Aconchego da Vovó, Laís Gama de Oliveira, 32 anos, informou que a confusão de nomes a fez receber ameaça na manhã de hoje, por pessoa que disse que iria quebrar a entidade e agredir os trabalhadores de lá.

Fachada da Casa do Aconchego, que é alvo de denúncia do MP. (Foto: Reprodução Google Maps)
Fachada da Casa do Aconchego, que é alvo de denúncia do MP. (Foto: Reprodução Google Maps)

Além disso, o registro também enfatiza que o local, que é uma ILPI (Instituição de Longa Permanência de Idoso), perdeu clientes que deixaram de procurar os serviços. “Pelos nomes serem parecidos, está havendo esse erro de entendimento de local, o que está prejudicando os serviços e a segurança”, destaca a peça, registrada na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do centro.

Como informou ontem o Campo Grande News, a Casa do Aconchego, localizada no bairro Taveirópolis, é a mesma instituição onde no ano passado, cinco idosos morreram com covid-19. Na ocasião, a entidade chamava-se Casa de Abraão e era dirigida por outras pessoas, que nada têm a ver com a denúncia atual.

Comunicado do asilo Aconchego da Vovó. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Comunicado do asilo Aconchego da Vovó. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

No começo de 2021, outro grupo assumiu o local, que passou a ser chamado de Casa do Aconchego. Tanto, que na petição do MP que pede a busca e apreensão no local para produção de provas, a promotora Cristiane Barreto Nogueira Rizkallah, da 44ª Promotoria de Justiça, faz essa ressalva.

“Necessário esclarecer que a referida ILPI era antes denominada Casa de Abrãao, e, após extinção da Associação dos Amigos da Casa de Abraão, entidade que a administrava, passou a ser administrada por outra entidade e recebeu o nome de Casa do Aconchego”.

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