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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

22/05/2019 13:22

Banco é obrigado a pagar R$ 29,4 mil a cliente por cheque extraviado

Médico aposentado teve que vir de João Pessoa (PB) para tentar resolver problema; Justiça irá pagar R$ 2,221 mil pela passagem

Silvia Frias
A sentença foi dada pela 7ª Vara Cível, de Campo Grande (Foto/Reprodução)A sentença foi dada pela 7ª Vara Cível, de Campo Grande (Foto/Reprodução)

Uma instituição bancária em Campo Grande foi condenada a pagar R$ 31,631 mil a médico aposentado que teve cheque de R$ 29,410 mil extraviado pela instituição. A empresa também irá arcar com R$ 2,221 mil gastos pela vítima em viagem da Paraíba a Mato Grosso do Sul para tentar resolver o problema, totalizando R$ 31,631 mil em ressarcimento.

A sentença foi dada pela 7ª Vara Cível. O autor da ação é médico aposentado pela prefeitura de Campo Grande que havia se mudado para João Pessoa (PB).

Narra que anteriormente havia prestado serviços de perícia a um sindicato, recebendo a importância de R$ 29.410,00, que foi paga por meio do cheque depositado em sua conta-corrente, o qual foi apresentado e devolvido pela primeira vez no dia 15 de outubro de 2015 e pela segunda vez no dia 16 de novembro de 2015. Afirma que o referido cheque foi extraviado pela instituição financeira, tendo por diversas vezes tentado resolver a situação, inclusive se deslocando de João Pessoa até Campo Grande.

Na ação, pediu a condenação do banco ao pagamento do cheque extraviado e das despesas oriundas de gastos com passagens e hotel no valor de R$ 2.221,00, além de indenização por danos morais.

Em contestação, o banco afirma que não emitiu o cheque e sim o sindicato, razão pela qual a dívida deve ser cobrada do sindicato.

Em análise do processo, a juíza Gabriela Müller Junqueira observou que o banco réu admitiu que extraviou o cheque em questão, inclusive fez o registro da ocorrência e apresentou cópia do título extraviado. “O réu tinha a inequívoca responsabilidade de guardar devidamente o cheque, independente de este ter fundos ou não, pois caberia posteriormente ao autor, na posse do referido título, exigir do devedor o pagamento do mesmo”.

Desse modo, continuou, “verifica-se que o autor se encontra agora impedido de exigir tal pagamento em razão da desídia da instituição financeira ré, da qual se esperava o mínimo de zelo. Assim sendo, resta evidente a falha do requerido na prestação de serviço e o seu dever de arcar com o ônus desse equívoco”.

A magistrada julgou procedente também a restituição dos gastos com a viagem, embora tenha negado o pedido de danos morais.

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