Única ligação entre MS e PR ficará bloqueada durante a noite a partir de segunda
Obras no período noturno terão bloqueios entre 21h e 5h e uma hora de liberação do tráfego na madrugada
A única ligação rodoviária direta entre Mato Grosso do Sul e o Paraná ficará totalmente interditada durante a noite, de segunda a sexta-feira, a partir do dia 27 de julho. A mudança ocorre na Ponte Ayrton Senna, que liga os municípios de Mundo Novo (MS) e Guaíra (PR), onde estão em andamento as obras de restauração da estrutura administrada pela Via Campo.
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A Ponte Ayrton Senna, única ligação rodoviária direta entre Mato Grosso do Sul e o Paraná, terá interdição noturna total a partir de 27 de julho, de segunda a sexta-feira, das 21h às 5h, com breve liberação entre 0h e 1h. A medida, acordada entre Via Campo, PRF e Prefeitura de Guaíra, visa reduzir impactos aos cerca de 8 mil motoristas diários e acelerar as obras de restauração da estrutura de 3,8 quilômetros.
Com o novo cronograma, os serviços passarão a ser executados exclusivamente no período noturno, das 21h às 5h. Durante esse intervalo, a ponte será totalmente bloqueada em dois períodos: das 21h à meia-noite e da 1h às 5h. Entre 0h e 1h, o tráfego será liberado em sistema Pare e Siga para permitir o escoamento dos veículos e o reposicionamento das equipes e dos equipamentos antes da retomada dos trabalhos.
A alteração foi definida em conjunto entre a Via Campo, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e a Prefeitura de Guaíra. Segundo a concessionária, a medida busca reduzir os impactos para os motoristas durante o dia, quando há maior circulação de veículos, além de aumentar a produtividade das equipes e antecipar a conclusão da revitalização.
As obras começaram no dia 13 de julho e, até agora, eram realizadas de segunda a quinta-feira durante o dia, com operação em sistema Pare e Siga e tráfego alternado em apenas uma das pistas ao longo dos 3,8 quilômetros da ponte. Com a mudança, os serviços passam a ocorrer de segunda a sexta-feira exclusivamente durante a noite, período em que o fluxo de veículos é significativamente menor.
De acordo com a Via Campo, cerca de 8 mil veículos utilizam diariamente a Ponte Ayrton Senna. Concentrar as intervenções no período noturno deve diminuir os transtornos aos usuários e reduzir a interação entre o tráfego e os trabalhadores, aumentando a segurança durante a execução da obra.
A concessionária também destaca que o trabalho à noite proporciona melhores condições para as equipes, sem as variações de temperatura registradas durante o dia, o que permite intensificar o ritmo dos serviços. Embora ainda não haja uma nova previsão oficial para a conclusão da restauração, a expectativa é de redução do prazo inicialmente previsto.
O gerente de Obras da Via Campo, Andersom Barroso, afirmou que a alteração representa uma estratégia para acelerar a entrega da revitalização da ponte.
"Após duas semanas de execução no período diurno, avaliamos que a transição para o horário noturno é a melhor alternativa para reduzir os impactos aos usuários, aumentar a segurança das equipes e acelerar a conclusão dos serviços. Estamos intensificando o ritmo de trabalho para entregar a ponte revitalizada no menor prazo possível, sempre com o máximo de qualidade e segurança", afirmou.
A operação contará ainda com um plano de contingência para situações de emergência. Segundo a concessionária, equipes e equipamentos permanecerão de prontidão para atender ocorrências, como acidentes e panes mecânicas, ou realizar a liberação rápida da ponte, caso seja necessário.
A orientação aos motoristas é para que respeitem a sinalização implantada no trecho, reduzam a velocidade ao se aproximarem da área de obras e programem os deslocamentos com antecedência durante o período das intervenções.
Além de ser a única ligação direta entre Mato Grosso do Sul e o Paraná, a Ponte Ayrton Senna faz parte do Corredor Bioceânico, rota logística internacional que conecta o Brasil aos portos do Oceano Pacífico por meio do Paraguai, da Argentina e do Chile. Ao final da obra, a Via Campo afirma que entregará uma estrutura revitalizada, com mais segurança e preparada para suportar o intenso fluxo de veículos que circula pelo corredor de integração sul-americano.


