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Capital

“Caixão lacrado”: achada morta em saco de lixo, Isabel não terá velório

Irmã conta que sapato ajudou polícia a encontrar corpo em estado avançado de decomposição

Por Anahi Zurutuza | 04/11/2026 17:50
“Caixão lacrado”: achada morta em saco de lixo, Isabel não terá velório
Aviso sobre enterro de Isabel Cristina elaborado pela família (Foto: Divulgação)

Isabel Cristina Freitas de Souza, de 38 anos, encontrada morta dentro de um saco de lixo em um córrego de Terenos, será sepultada sem velório nesta quinta-feira (5). O corpo estava em estado avançado de decomposição e, segundo a irmã da vítima, não há condições de realizar a despedida. O enterro está marcado para as 8h30, no Cemitério Park Monte das Oliveiras, na Avenida Guaicurus, em Campo Grande.

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Isabel Cristina Freitas de Souza, de 38 anos, encontrada morta dentro de um saco de lixo em um córrego de Terenos, será sepultada sem velório nesta quinta-feira (5), às 8h30, em Campo Grande, porque o corpo está em estado avançado de decomposição. Ela desaparecera em 24 de outubro, após sair para um pagode. Um pescador achou os sapatos da vítima e avisou a polícia. A Deam investiga o caso como possível feminicídio, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.

“Minha irmã não vai ter um velório digno. Minha irmã não vai poder ter velório porque o corpo dela já foi encontrado em estado avançado de decomposição”, lamentou Fabiana, em entrevista ao Campo Grande News.

Segundo ela, o corpo foi liberado pelo Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e encaminhado à funerária, mas não poderá passar pelos procedimentos habituais de preparação. Isabel também não poderá ser vestida pela família. “A minha irmã não vai poder vestir nenhuma roupa, porque o corpo dela já está se decompondo. O caixão vai vir lacrado, só para enterrar”, relatou.

Fio da meada – Fabiana também contou como a Polícia Civil chegou ao local onde Isabel foi encontrada, nesta terça-feira (3). Segundo ela, um pescador encontrou sapatos às margens do córrego onde o corpo foi encontrado, na região de Terenas, a cerca de 30 km de Campo Grande.

O objeto foi entregue em uma delegacia no dia seguinte e Fabiana reconheceu que o calçado era da irmã desaparecida há 10 dias. “Eu fui na delegacia, reconheci o sapato dela. É o sapato dela”, contou.

A pessoa que encontrou o sapato também relatou ter visto um saco suspeito dentro do córrego. Segundo Fabiana, o homem percebeu um cheiro forte, mas não abriu o plástico preto porque imaginou que pudesse ser algum animal.

Com base nesse relato, os policiais foram ao local indicado e encontraram o corpo dentro do saco. Conforme a irmã, as roupas e tatuagens ajudaram na identificação de Isabel. “Ela estava com a mesma roupa [que vestia no dia em que desapareceu]”, explicou.

Desaparecimento – Isabel estava desaparecida desde 24 de outubro, quando saiu de casa para ir a um pagode na Avenida Capibaribe, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande. Na ocasião, estava acompanhada de uma pessoa que a família não conhecia.

Por volta das 23h20 daquela noite, ela pediu um Pix à irmã. O último contato com Fabiana ocorreu pouco depois das 2h do dia seguinte. Desde então, o celular permaneceu desligado.

Durante dez dias, familiares procuraram informações sobre o paradeiro da mulher, até a localização do corpo, nesta terça-feira (3).

A Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) investiga o caso. A suspeita inicial é de feminicídio, mas a causa da morte e a possível participação de outras pessoas ainda não foram esclarecidas.