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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

28/02/2019 14:47

Caminhoneiro que matou adolescente após furto é condenado a 2 anos de prisão

O caso aconteceu em outubro de 2016 em um campo de futebol do Jardim carioca. Na época, a vítima tinha 15 anos

Geisy Garnes
Campo de futebol onde o garoto foi morto, em outubro de 2016. (Foto: Arquivo /Julia Kaifanny)Campo de futebol onde o garoto foi morto, em outubro de 2016. (Foto: Arquivo /Julia Kaifanny)

O caminhoneiro José Milton da Silva Fraga, de 52 anos, foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por matar o adolescente Vinícius da Costa Silva, em outubro de 2016 após ter a casa furtada. Durante o julgamento, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (28), os jurados consideram que o réu agiu “sob forte emoção”.

Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), no dia do crime José encontrou a casa arrombada ao chegar do trabalho e percebeu que um celular e quantia em dinheiro haviam sido levados.

Desconfiado de Vinícius, que na época tinha 15 anos e era seu vizinho, o caminhoneiro pegou uma carabina de pressão adaptada para munição calibre 22, entrou no carro e começou a procurar o adolescente pelo bairro. Encontrou a vítima com um grupo de amigos em um campo de futebol do Jardim Carioca, e armado o acusou do furto.

Conforme a denúncia, o adolescente negou, mas ainda José disparou contra ele. Vinícius tentou correr, mas caiu a poucos metros, chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento.

Nesta manhã, durante o julgamento, a defesa de José pediu aos jurados a absolvição por legítima defesa e alegou que o caminhoneiro agiu por forte emoção. Já o Ministério Público pediu a condenação por motivo fútil e também por porte ilegal de arma de fogo.

O conselho de sentença acatou a tese da defesa de que o réu matou o adolescente “sob forte emoção” e José acabou condenado por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – e também porte ilegal de arma de fogo. Diante da decisão, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida estipulou pena de 2 anos de prisão em regime aberto.



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