Cheia repentina deixa 44 turistas ilhados em cânion da Serra da Bodoquena
Grupo ficou preso por quase quatro horas em área de difícil acesso e precisou de resgate
RESUMO
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Um grupo de 44 pessoas, incluindo turistas e guias, ficou ilhado por aproximadamente quatro horas no Cânion do Rio Salobra, na Serra da Bodoquena, após uma cheia repentina. O incidente ocorreu durante uma trilha nesta sexta-feira, e o resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros de Bonito. A operação de resgate, que envolveu quatro militares, exigiu o uso de equipamentos especiais devido ao terreno acidentado. Apesar da situação tensa, ninguém ficou ferido ou necessitou de atendimento médico. A cheia foi causada por chuvas localizadas, fenômeno comum em áreas de cânion.
Quarenta e quatro pessoas ficaram ilhadas por quase quatro horas durante uma trilha no Cânion do Rio Salobra, na Serra da Bodoquena, após a elevação repentina do nível do rio provocada por chuvas na região. O grupo precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Bonito nesta sexta-feira (2), em uma área de difícil acesso. Ninguém ficou ferido.
Segundo o tenente Ronaldo Machado de Lima, a equipe foi acionada por volta do meio-dia com a informação de que o Rio Limoeiro, que corta a região da trilha, havia enchido rapidamente. O local é conhecido pelo terreno acidentado e por exigir, ao longo do percurso, travessias pelo leito do rio.
Diante do aumento do volume da água e do risco para quem participava da atividade, os próprios responsáveis pelos atrativos turísticos interromperam a trilha. A decisão foi tomada de forma preventiva, antes que o grupo tentasse seguir pelo trajeto.
Uma equipe formada por quatro militares, um sargento, um cabo e dois soldados, saiu de Bonito com equipamentos de salvamento em altura. No local, foi necessário montar um sistema de cordas e mosquetões para permitir a travessia segura, já que não havia outra alternativa a não ser cruzar o curso d’água.
Além dos visitantes, quatro guias também foram retirados da área. Todos estavam com equipamentos de segurança e acompanhados pelos condutores de turismo durante toda a operação. Apesar do tempo de espera e da tensão causada pela situação, ninguém precisou de atendimento médico. Conforme o tenente, algumas pessoas ficaram nervosas, mas foram orientadas e acalmadas pela equipe durante o resgate.
A operação durou entre quatro e cinco horas, considerando o deslocamento até a região, que fica a cerca de 70 quilômetros de Bonito, além do acesso interno até o cânion e a retirada completa do grupo. Mesmo com as dificuldades impostas pelo terreno e pela correnteza, a transposição foi concluída sem intercorrências.
A proprietária da Eco Serrana Park, Fádua Fazzi, responsável pelo passeio, explicou que a situação ocorreu durante um dia considerado normal de operação no parque.
“Os turistas chegaram para a visitação normalmente. Pela manhã, havia apenas uma garoa e, depois, uma chuva forte, mas muito rápida. Estamos há seis anos operando e nunca tínhamos visto o rio encher rápido daquela forma”, relatou.
Segundo ela, o problema aconteceu no Rio Limoeiro, que é a primeira travessia do percurso. “Os turistas seguiram até o Rio Salobra, que estava em condições normais, mas, por precaução, percebemos que eles não conseguiriam retornar pelo mesmo caminho e acionamos o Corpo de Bombeiros. Foi uma ação preventiva”, afirmou.
Fádua destacou ainda que, apesar de o parque ter ficado fechado por cerca de dez dias em dezembro devido às chuvas, no dia do ocorrido a operação estava autorizada. “Ontem estava tudo permitido, dentro da normalidade. Além desse grupo, havia outros dois grupos e mais turistas no parque”, completou.
Tempo - Sobre as condições do tempo, o tenente explicou que o dia estava nublado, com a passagem de nuvens carregadas de forma localizada. A chuva foi pontual, mas suficiente para provocar a elevação rápida do nível do rio, situação comum em áreas de cânion e cursos d’água estreitos.
Em janeiro, Bonito costuma registrar altos volumes de chuva. A média histórica para o mês é de 230 milímetros, com base em 30 anos de dados de reanálise ERA5. Em 2026, até o dia 3 de janeiro, já choveu 11 milímetros no município, o que representa cerca de 5% da média normal para o período, conforme dados combinados de estações meteorológicas e satélite do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos ).
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